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Archive for the ‘UTOPIA’ Category

O teatro parece ser a única força capaz de mudar (para melhor) a vida das pessoas, da sociedade e do mundo.  Mais especificamente, o Teatro Comunitário, é a ferramenta mais poderosa para o empoderamento dos indivíduos. Existe uma maioria de pessoas na sociedade que não têm voz, consequentemente não têm capacidade reivindicativa e o Teatro Comunitário pode dar-lhes voz, consciência e poder argumentativo que lhes pode trazer poder reivindicativo. Cada dia confirmo o efeito absolutamente benéfico do teatro sobre as pessoas. Eu próprio poderia testemunhar a incrível transformação que sofri ao longo destes anos e que me trouxe até um presente mais feliz, realizado e equilibrado. E cada pessoa pode usufruir desse potencial transformador, por essa razão, o Estado deveria facilitar esse acesso ao teatro e à arte em geral a todos os cidadãos. Mais, penso que na Constituição da República Portuguesa deveria haver um artigo específico que dissesse algo similar a isto: “Todo cidadão tem direito a participar no ato criativo de todas as peças teatrais que poder e quiser, assim como  tem direito a assistir a todas as representações teatrais desde a mais tenra idade”.

Se este direito existisse e se se efetivasse certamente o nosso país seria mais justo e próspero. Enquanto não chega a consagração desse direito espalhemos as expressões teatrais por todos os lugares onde tal nos seja permitido!  

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Preciso, urgentemente, de muitos amigos (generosos!) para que financiem o resto da minha existência!

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É uma evidência que Portugal é um país pequeno. E apesar desse facto a sua população está mal distribuída e dimensionada. O interior do país está a ficar completamente desertificado e o litoral densamente povoado. O mesmo ocorre com as grandes urbes. As políticas deveriam ir no sentido de redistribuir a população de uma forma mais equilibrada. E por falar em equilíbrio da população, é necessário rever alguns rácios. Constantemente escutamos dizer que é necessário redimensionar diversos setores públicos e privados. Isto normalmente significa reduzir o número de trabalhadores de uma determinada empresa ou de um banco de forma a racionalizar os lucros. Defendo que é absolutamente necessário também redimensionar o estado Português. Para o número de habitantes que residem em Portugal existe um número excessivamente elevado de corruptos, de políticos incompetentes, de dirigentes de topo parasitas, de boys partidários, etc., etc. Estes rácios são completamente desproporcionados! O diferencial entre o número existente de corruptos, de incompetentes, de parasitas e de boys e o número que é humanamente suportável pela sociedade portuguesa é enorme! Que fazer? É necessário começar a exportar este tipo de pessoas para sociedades que precisem deles porque os seus rácios são ínfimos. Também podemos tentar requalificar estes seres, apesar da inerente dificuldade desta tarefa. Por último, podemos recolocar estas pessoas noutros locais de trabalho. Os incompetentes, os parasitas, os corruptos e os boys não podem estar em lugares cimeiros do estado. Proponho que estes indivíduos sejam colocados a trabalhar solitariamente na nossa plataforma marítima, que é imensa. Se trabalharem de forma isolada, os corruptos não poderão corromper nem ser corrompidos porque estão sozinhos, a menos que se corrompam a eles próprios. Desta forma a incompetência dos incompetentes não terá qualquer impacto sobre a sociedade. Os boys e os parasitas parasitarão apenas o seu entorno que é, nada mais e nada menos, água.

É igualmente imprescindível aumentar substancialmente os rácios de políticos competentes, de dirigentes de topo honrados, de pessoas independentes preocupadas com o interesse público e genericamente de pessoas boas e dignas que pretendam dedicar-se à política para melhorar a vida dos portugueses.

Somos um povo afável, trabalhador, digno e merecemos melhores dirigentes, melhores políticos e um melhor governo. Devemos lutar incansavelmente, neste sentido, para conseguir redimensionar Portugal!

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Num tempo de crise aguda em todos os aspetos e níveis, de depressão coletiva profunda, precisamos com urgência procurar e carregar as nossas vidas de energia positiva, precisamos desesperadamente sentir que formamos parte de um projeto comum, precisamos de partilhar entre todos o sentimento de união perante um destino que se avizinha adverso.
O que realmente nos pode salvar nestes momentos de abissal depressão são as forças mais poderosas que existem no universo e que, apesar de não se verem, sentem-se e pressentem-se. Essas forças são sem qualquer tipo de dúvida a amizade e o amor.
A expressão exterior mais genuína e generosa dessas forças são os abraços.
E são abraços que devemos dar e receber e ser generosos e perdulários a distribuí-los.
Este gesto simples e poderoso que representa o abraço criará ou fortalecerá entre nós laços afetivos, potenciará a nossa autoestima até níveis elevados e diminuirá, em sentido inverso, a nossa genérica depressão até níveis que serão controláveis individualmente.
São estes abraços que apelidei de “solidários” que pretendo distribuir e também receber. A sua intencionalidade é a de provocar solidariedade entre as pessoas que os recebam e os dêem.
O primeiro patamar desta(s) ação(ões) é o de reforçar e potenciar os níveis de energia e força positiva.
O segundo patamar pretende ser uma manifestação de repúdio perante os privilégios, favores e benesses que algumas pessoas continuam a usufruir nestes momentos que inevitavelmente se tornam injustiças perante aqueles que partilham os sacrifícios.
Estes abraços simbolizam, então, uma solidariedade atenta e denunciante perante o que está errado.

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Cidadãs e cidadãos portugueses, estrangeiros que vivem neste pequeno e acolhedor rectângulo, amigos de Portugal que viveis espalhados pelos quatro cantos do mundo, tenho o prazer de anunciar aos dois ou três leitores deste blog intermitente  a minha disponibilidade para apresentar a minha candidatura à Presidência da República. E quem sou eu para anunciar tal disponibilidade? NinguéM! Absolutamente NinguéM! Lembram-se de Todo-o-Mundo e NinguéM de Gil Vicente? Pois quero ser NinguéM, aquele que procura consciência e virtude em vez do que Todo-o-Mundo busca que é fortuna, honrarias e poder.

É portanto uma candidatura falhada à partida, morta antes de nascer. Nem sequer chegará a ser uma candidatura. Não será coisa alguma. Eu sei que NinguéM nunca  alcançará nada, mas hão-de convir que é uma ousadia poética, política e social.

NinguéM ou a raiz quadrada de D. Quixote irá formular a sua candidatura. Como personagens literárias, com ideais e valores absolutos, poderão interagir com esta realidade tão podre e tão desesperançosa?

Anuncio pois o anúncio desta candidatura para dia 8 de Maio. Então, divulgarei a única razão pela qual me candidato à Presidência da República como NinguéM ou a raiz quadrada de D. Quixote.

Até lá vou recolher assinaturas contra esta minha candidatura quixotesca de NinguéM.

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É possível a utopia?

Recomeço este diário intermitente com esta questão que sempre me atormenta:  “Será possível concretizar as boas utopias?” Permitam que mantenha algumas dúvidas sobre uma resposta positiva a esta interrogação que formulo todos os dias.

Quando as distopias se tornam realidade é  difícil ter esperança num mundo melhor! Apesar deste cru e negro pano de fundo que nos serve de contexto neste mundo actual não podemos desistir de acreditar que a nossa acção individual pode alterar, para melhor, o rumo dos acontecimentos.

Mesmo que não houvesse a mais remota esperança em alterar o que quer que fosse, ainda assim deveríamos lutar infatigavelmente para que a nossa sociedade evoluísse no sentido da harmonia, da paz, da justiça e do bem colectivo.   

É paradoxal que nesta época em que sonhadores, idealistas e Quixotes passaram de moda necessitemos tão desesperadamente de sonhadores, idealistas e Quixotes para ter alguma esperança…

Não quero desistir… quero ser um louco, um ingénuo, um sonhador, um aprendiz de Quixote… quero lutar pela esperança.

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