No dia 5 de outubro de 2018 os professores que foram à manifestação em Lisboa guardaram um minuto de silêncio pelo falecimento prematuro da palavra dada do nosso Primeiro Ministro.
Eis o resultado deste Réquiem.
Archive for the ‘POLÍTICA’ Category
Réquiem
Posted in EDUCAÇÃO, LUTO PELA EDUCAÇÃO, POLÍTICA on Novembro 27, 2018| Leave a Comment »
Cegueira ou Estratégia?
Posted in EDUCAÇÃO, POLÍTICA, REFLEXÕES on Novembro 27, 2018| Leave a Comment »
Cito textualmente as respostas dadas por Ribau Esteves e Almeida Henriques, dois vice-presidentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses, aos meios de comunicação social sobre o lamentável e terrível acidente em Borba, quando lhes colocam a seguinte questão: “O que sabemos sobre o grau de conservação destas estradas? Em termos de avaliação nacional muito pouco. Isto além de considerações genéricas sobre o mau estado de algumas estradas municipais. Ribau Esteves adianta que muitas vias passadas para as câmaras pela Estradas de Portugal precisavam de obras e que não foram assegurados recursos financeiros para essas intervenções. Já outro vice-presidente da ANMP, Almeida Henriques, diz ao Público que há milhares de quilómetros de estradas que as autarquias não têm dinheiro para manter.”
Perante esta terrível confissão coincidente de dois autarcas dirigentes da ANMP sobre a incapacidade total e absoluta de manter em bom estado, e em condições de segurança, as estradas que passaram para a esfera dos municípios por falta de dinheiro, é óbvia a conclusão a retirar: se os municípios não têm capacidade financeira para dar resposta adequada às competências que atualmente lhe são atribuídas como poderão assegurar novas competências? Obviamente será uma catástrofe! Será que é isso que se pretende?
Provavelmente não haverá mortes imediatas a nível da Educação quando esta for definitivamente municipalizada… mas representará, com toda a certeza, uma estocada de morte ao futuro, ao nosso futuro coletivo!
E os nossos governantes não vêem isto? E os nossos autarcas não vêem isto? Estarão todos cegos?
É apenas simples cegueira ou é uma estratégia bem planeada?
José Silvano o ubíquo
Posted in POLÍTICA, REFLEXÕES on Novembro 11, 2018| Leave a Comment »
A capacidade de ubiquidade aproxima este deputado do divino. É pena que essa ubiquidade seja fraudulenta o que o coloca na parte mais baixa e primária do humano.
Os seres humanos elevam-se ou diminuem-se não pela sua categoria social ou profissional mas sim pelas suas ações. O nosso povo tem direito a que todos os seus representantes na Assembleia da República sejam dignos e mereçam o lugar que ocupam.
Estou “cativo” deste governo
Posted in JUSTIÇA, POLÍTICA, REFLEXÕES on Setembro 13, 2018| Leave a Comment »
Este estar “cativo” do governo não tem qualquer relação com o sublime poema de Camões “Cativa”. Não se trata, pois, como no poema, de estar apaixonado ou cativado por este governo que está refém (cativo) do poder económico. Trata-se antes de me encontrar aprisionado num inferno de “cativações”. Todos os ministérios deste governo têm um orçamento para o seu funcionamento, mas grande parte dele está “cativado”, ou seja, não se pode utilizar. Há uma proibição legal para usar essa verba cativada. Imaginem uma pessoa que possui uma soma muito significativa de dinheiro que se poderia, por tal razão, considerar rica mas que por uma ordem judicial ou outra situação qualquer similar não pode usufruir desse dinheiro. Virtualmente é um individuo rico na prática não passa dum pobre. Eis o paradoxo. É neste sentido que estou cativado por este governo. Em teoria deveria estar dois escalões acima na minha carreira de professor, na pratica cativaram-me esse tempo de serviço. Esta poderia ser uma efémera cativação se agora me repusessem no lugar onde deveria estar. A pretensão do governo é cativar para toda a eternidade esse tempo. Para onde irá esse tempo, esse trabalho transformado em dinheiro? Para o mesmo lugar para onde vão todas as cativações feitas aos trabalhadores e ao povo. Para o poder económico de quem também está cativo (prisioneiro) este governo. A corrente de sujeição começa no elo mais pequeno e frágil da cadeia. Eu estou cativo de um governo que, por sua vez, está cativo de poderosos lóbis económicos que também estão cativos às estratégias de máximo lucro através da exploração laboral. Ia dizer: é estranho que isto aconteça!… mas tenho que retificar: é a natureza das coisas que assim acorra! Que posso fazer? Protestar em todos os lugares e fóruns onde o possa fazer para alertar a população em geral desta injustiça. O problema é que a própria população pode já estar cativa da propaganda e da manipulação dos grandes lóbis. Sendo assim a própria sociedade manipulada será aliada desta estratégia de cativação do poder económico em conluio com o poder governativo na era da pós-verdade.
Estou cativo. E não estou cativo de amor. Antes fosse! Sou um cativo económico a quem cativaram (retiraram) os seus direitos. Enquanto não me cativarem também a voz continuarei a protestar.
Manifestação Nacional de Professores e Educadores (19 de maio de 2018)
Posted in EDUCAÇÃO, JUSTIÇA, POLÍTICA on Maio 28, 2018| Leave a Comment »
Manifestação Nacional de Professores e Educadores
Posted in EDUCAÇÃO, LUTO PELA EDUCAÇÃO, POLÍTICA, SOCIEDADE on Maio 7, 2018| Leave a Comment »
Caros colegas invisíveis,
Exigir que se cumpram e se apliquem os nossos direitos é um imperativo ético, por isso é tão importante que te desloques a Lisboa no dia 19 de maio para participar na Manifestação Nacional de Professores e Educadores.
Estamos todos convocados. Tu estás convocado! Se faltares perdemos todos. Contigo, certamente, venceremos! É justo e legítimo aquilo que reivindicamos.
Todos, todos contamos contigo. A tua participação fará a diferença!
Reflexões sobre o 25 de abril
Posted in Pensamentos, POLÍTICA, REFLEXÕES on Abril 25, 2018| Leave a Comment »
Hoje por todo o país houve festejos populares para celebrar e comemorar uma das datas excecionalmente importantes da nossa história: o 25 de abril! Há 44 anos exatamente acontecia esse glorioso dia! Todas as nações celebram e comemoram a data da sua independência, a data da sua fundação… pois o 25 de abril consegue reunir em si estas características porque significou o momento da nossa independência da tirania, do fascismo, do pensamento único e, por outro lado, marcou o dia em que se fundou a pluralidade de pensamento, de opiniões, de visões e a sua manifestação pública. Ganhámos naquele momento o direito a discordar, a protestar, a dar voz à nossa indignação e fazer isso de forma pública!
Todos os seres humanos por mais simples que sejam, por pouco instruídos que sejam sentem a falta de liberdade ou a ausência total dela, sentem a injustiça… porque na nossa natureza estão inscritos os valores da liberdade e da justiça. Nascemos para ser livres e para ser tratados com justiça. Quando não somos livres e somos tratados de forma injusta somos profundamente infelizes e antes do 25 de abril Portugal era visceralmente infeliz porque não era livre nem justo!
Assistimos, infelizmente, por esse mundo fora ao recuo da liberdade e da democracia e ao avanço imparável do populismo e dos regimes autoritários. A liberdade não é uma conquista que se faz num dia e fica ganha para todo-o-sempre. A liberdade e a democracia é uma conquista que se faz todos os dias. Todos os dias, sem exceção, temos que conquistar e atualizar o 25 de abril. É uma conquista permanente. Uma luta continuada e continua.
Celebrar o 25 de abril é passar o testemunho às novas gerações que não viveram o tempo do Estado Novo para que tenham armas e assim possam resistam melhor…! Esse tempo nunca mais deve voltar!
Viva a 25 de abril sempre!

