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Archive for the ‘PAZ’ Category

Anseios

Se fossemos capazes de ler o que vai nos corações uns dos outros seriamos deuses e não teríamos necessidade de utilizar a linguagem.

Enquanto tal não acontece, reivindico a minha condição de humano para partilhar com todos os que me estão mais próximos e também com os que se encontram mais afastados, com todos os que estão de acordo comigo e com todos os que discordam de mim, com todos os que vivem em equilíbrio e harmonia comigo e com todos aqueles que têm alguma diferença ou desavença em relação a mim… enfim com todos de forma absolutamente abrangente os meus desejos de felicidade, amor, paz, alegria.

Que os nossos desejos alcancem o reino do real e se disseminem democraticamente por todos os habitantes da terra.

Que assim seja!

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Uma ideia (des)bloqueada

No dia 8 de Agosto de 2012 publiquei um vídeo no Youtube com o título de “Abraços solidários” que resultou de uma performance que realizei em Aveiro. Este vídeo que é da autoria de Ricardo Abreu foi bloqueado 15 minutos depois de ter sido editado, provavelmente pela utilização da melodia “Imagine” de John Lennon, como banda sonora. Curiosamente este vídeo encontra-se agora desbloqueado.

Esta performance dos abraços já foi feita e repetida muitas vezes pelo mundo fora. No entanto, eu não pretendia fazer uma mera reprodução. A minha ideia era que estes abraços fossem um gesto de resistência e chegassem a constituir uma forte intervenção política.

O meu objetivo era que cada abraço significasse a união daqueles que se abraçassem contra aqueles que nos retiram tudo o que ainda temos. Se o abraço dissesse a quem é abraçado: “Estou contigo e contra quem nos oprime e nos destrói”, então o abraço ter-se-ia transformado numa arma de resistência.

Nesse caso o governo teria que preocupar-se e verificar se os portugueses se estavam a abraçar mais que o habitual. Chegando, em caso de desespero, a proibir os abraços na rua. Então os “Abraços Solidários” teriam atingido o patamar da intervenção política. A luta não violenta e a resistência pacífica teriam sido elevadas a um novo limiar de pacifismo.

Ingénuo? Sim, claro! Sempre! Mas valia a pena tentar.

http://www.youtube.com/watch?v=of246QSUgUM

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Num tempo de crise aguda em todos os aspetos e níveis, de depressão coletiva profunda, precisamos com urgência procurar e carregar as nossas vidas de energia positiva, precisamos desesperadamente sentir que formamos parte de um projeto comum, precisamos de partilhar entre todos o sentimento de união perante um destino que se avizinha adverso.
O que realmente nos pode salvar nestes momentos de abissal depressão são as forças mais poderosas que existem no universo e que, apesar de não se verem, sentem-se e pressentem-se. Essas forças são sem qualquer tipo de dúvida a amizade e o amor.
A expressão exterior mais genuína e generosa dessas forças são os abraços.
E são abraços que devemos dar e receber e ser generosos e perdulários a distribuí-los.
Este gesto simples e poderoso que representa o abraço criará ou fortalecerá entre nós laços afetivos, potenciará a nossa autoestima até níveis elevados e diminuirá, em sentido inverso, a nossa genérica depressão até níveis que serão controláveis individualmente.
São estes abraços que apelidei de “solidários” que pretendo distribuir e também receber. A sua intencionalidade é a de provocar solidariedade entre as pessoas que os recebam e os dêem.
O primeiro patamar desta(s) ação(ões) é o de reforçar e potenciar os níveis de energia e força positiva.
O segundo patamar pretende ser uma manifestação de repúdio perante os privilégios, favores e benesses que algumas pessoas continuam a usufruir nestes momentos que inevitavelmente se tornam injustiças perante aqueles que partilham os sacrifícios.
Estes abraços simbolizam, então, uma solidariedade atenta e denunciante perante o que está errado.

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Há algum tempo atrás comovi-me imenso ao visionar no Youtube um pequeno filme sobre “Abraços Grátis”. Uma ideia tão simples, genial e tão poderosamente afetiva. Dar e receber abraços. Simplesmente fabuloso!
Num tempo tão incerto como o que vivemos precisamos de armas eficazes para combater o desespero e a depressão coletiva que nos contagia a todos como se fosse um vírus.
Por esta razão decidi promover os “Abraços Solidários”. E o que são os “Abraços Solidários”? São obviamente abraços físicos (e não virtuais), requerem mesmo a presença da pessoa que pretenda dar e receber abraços e são solidários porque nessa manifestação afetiva pretende-se dizer aos outros que todos estamos no mesmo “barco” e enfrentamos as mesmas dificuldades, sendo interdependentes e partilhando a mesma sorte, o mesmo destino.
Visto que os decisores políticos apenas estão preocupados com os números e a macroeconomia, descurando absolutamente o que é essencial no cidadão que habita este país – a sua humanidade -, é fundamental mostrar-lhes como devem governar com justiça e equidade, sem privilegiar ninguém e sobretudo através do exemplo.
Juntos e solidários estaremos atentos e vigilantes no que respeita à atividade governativa.
Tendo resumido esta ação e as razões que me levam a concretizá-la, convido a todos os que pretendam participar nestes “Abraços Solidários” a estarem na Praça Melo Freitas em Aveiro no próximo dia 14 de abril, pelas 17 horas.

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Este caminho dirige-nos diretamente ao abismo. Os governantes de todas as nações, não sendo cegos, sabem que entramos num beco sem saída. Este paradigma de distribuição de recursos e de bens esgotou-se. A grande maioria da população mundial vive mal ou muito mal e uma ínfima minoria vive bem ou muito bem. Como podem viver bem os que vivem bem? Não haverá qualquer responsabilidade dos que vivem bem perante os outros? Será a ordem natural das coisas? Será aceitável? Teremos de continuar a aceitar este estado de coisas?
A ganância tem sido o motor do funcionamento económico mundial que nos conduziu até aqui. É neste momento absolutamente imprescindível substituir este motor da humanidade. Teremos que comutar a ganância pela responsabilidade, pois todos somos responsáveis por todos.
Nós somos o estado, nós somos os mercados, nós somos os especuladores quando simplesmente depositamos o dinheiro num banco… Ninguém está livre de responsabilidade!
Cada ser humano dos sete mil milhões que existem na Terra atualmente é um tesouro absoluto. Esta é uma frase muito bela, mas não passa de retórica.
O nosso desígnio é dar o salto desta afirmação puramente oca para a concretização desta utópica realidade …, para isso basta que cada um de nós tenha consciência que é responsável.
Só essa responsabilidade absoluta nos tornará (verdadeiramente) humanos!!!

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Cuidado vêm aí os pacifistas!

Um grupo pacifista Filandês foi impedido de entrar em Portugal. Vinham para participar na Cimeira oficial Anti-Nato. Mas como têm a ousadia esses perigosos indivíduos de querer entrar no nosso país? Perigosos não! Extremamente perigosos!Imaginem que eles vinham munidos das mais mortíferas e modernas armas jamais criadas pelo homem. Eles traziam T-Shirts, panfletos e cartazes. Nem quero pensar o que teria acontecido em Lisboa este fim de semana se estes perigosos terroristas não tivessem sido identificados e detidos. Já imaginaram os estragos que estas poderosíssimas armas teriam causado nos carros blindados da GNR (esses carros blindados que ainda não chegaram)?Teria sido um inferno!!!
Será que esta rapaziada pacifista não enxerga a ameaça que representa para o futuro da humanidade? Graças a Deus que temos os exércitos de anjos da NATO que nos defendem noite e dia desses demónios pacifistas. Esses diabos que vêm manifestar-se pacificamente expondo livremente as suas ideias, mas que rapidamente são travados pelos nossos anjos da guarda para que não corrompam as nossas sagradas democracias que dizem defender a liberdade de expressão. Quanta razão tinha Albert Einstein quando escreveu “Só existem duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou muito seguro da primeira.”

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