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Archive for Abril, 2018

Hoje por todo o país houve festejos populares para celebrar e comemorar uma das datas excecionalmente importantes da nossa história: o 25 de abril! Há 44 anos exatamente acontecia esse glorioso dia! Todas as nações celebram e comemoram a data da sua independência, a data da sua fundação… pois o 25 de abril consegue reunir em si estas características porque significou o momento da nossa independência da tirania, do fascismo, do pensamento único e, por outro lado, marcou o dia em que se fundou a pluralidade de pensamento, de opiniões, de visões e a sua manifestação pública. Ganhámos naquele momento o direito a discordar, a protestar, a dar voz à nossa indignação e fazer isso de forma pública!

Todos os seres humanos por mais simples que sejam, por pouco instruídos que sejam sentem a falta de liberdade ou a ausência total dela, sentem a injustiça… porque na nossa natureza estão inscritos os valores da liberdade e da justiça. Nascemos para ser livres e para ser tratados com justiça. Quando não somos livres e somos tratados de forma injusta somos profundamente infelizes e antes do 25 de abril Portugal era visceralmente infeliz porque não era livre nem justo!

Assistimos, infelizmente, por esse mundo fora ao recuo da liberdade e da democracia e ao avanço imparável do populismo e dos regimes autoritários. A liberdade não é uma conquista que se faz num dia e fica ganha para todo-o-sempre. A liberdade e a democracia é uma conquista que se faz todos os dias. Todos os dias, sem exceção, temos que conquistar e atualizar o 25 de abril. É uma conquista permanente. Uma luta continuada e continua.

Celebrar o 25 de abril é passar o testemunho às novas gerações que não viveram o tempo do Estado Novo para que tenham armas e assim possam resistam melhor…! Esse tempo nunca mais deve voltar!

Viva a 25 de abril sempre!

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Perante uma situação catastrófica como esta de corrupção generalizada, o Estado teve a ousadia de tentar regular este setor que se encontra em franca expansão e com um dinamismo desmesurado. Num Estado, tão pequeno como o nosso, não é possível suportar tantos corruptos como aqueles que o querem ser. Temos uma vocação tão profunda, diria quase genética, para desenvolver estas tarefas. De modo, que o Estado, e muito bem, decidiu abrir um CONCURSO OFICIAL PARA CORRUPTOS. Deste modo todas as pessoas que pretendam exercer essa atividade no futuro, devem concorrer a uma vaga. Se obtiverem lugar poderão exercer oficialmente a atividade de corrupção. No caso de não obter vaga e continuarem a exercer essa atividade clandestinamente incorrerão numa infração muito grave. Neste momento toda a atividade exercida neste setor é clandestina e desregulada. O nosso país é muito pequeno e não consegue comportar tanta atividade corruptiva. É necessário começar a exportar corruptos. Temos um enorme potencial! Poderia ser o nosso maior setor de exportação. Temos o maior número de corruptos por metro quadrado. Somos pequenos mas gigantes em corrupção. O Estado já deu o primeiro passo abrindo este concurso. Certamente candidatos, com provas dadas, não irão faltar!

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Cinema versus real

 

Quando quero evadir-me do real vou ao cinema. Como o mundo real é cada vez mais pródigo em arbitrariedades, atropelos e injustiças pondero ir viver, em permanência e definitivamente, para o mundo da ficção!    

 

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Há duas formas de ver o mundo: a) como um espetador sem qualquer interesse nele; b) como um ser absolutamente implicado nele. Como um simples espetador exterior que observa o mundo sem qualquer interesse nele, este apresenta-se como um filme completamente amoral e sem qualquer ética, onde quase nunca vence a justiça, sendo que os mais trapaceiros, os mais corruptos levam quase sempre a melhor. Este filme é interessante de ver por a simples razão de não nos encontrar-mos implicado nele. Nada do que acontece num filme nos afeta diretamente.

Já quando estamos implicados e comprometidos com o mundo desde um referencial ético, ficamos indignados absolutamente com o que vemos acontecer à nossa volta.

Um caso paradigmático: os CTT. Nunca entendi nem  entenderei, com toda a certeza, a razão ou as razões pelas quais se teve que privatizar os Correios de Portugal. Uma empresa do estado que dava lucro, que prestava um ótimo serviço, não só na distribuição de correspondência, como também sendo um fator primordial de coesão do território nacional. Havia uma repartição de correios em cada povoação e este simples fato constitui em si mesmo um serviço essencial que se presta ao país. Privatizou-se porque era uma empresa apetecível para os privados e os governantes que o fizeram ou deixaram fazer não tiveram minimamente em conta os interesses do estado e dos portugueses. Uma vez privatizada fecham-se repartições a torto e a direito, desertificando todo o país. Por este andar qualquer dia não há uma única repartição em todo o país. O serviço é péssimo. E dizer péssimo já é um elogio. São despedidos trabalhadores dos CTT em número muito significativo. São as chamadas “reestruturações dos serviços” de forma eufemística. Os trabalhadores que permanecem são explorados até ao tutano. Neste momento os poucos trabalhadores que restam têm que distribuir a correspondência (o serviço próprio dos correios) e assegurar o serviço dos balcões do Banco dos CTT que entretanto também foi criado. Menos trabalhadores que antes asseguram agora estes dois serviços. Com menos mão de obra produz-se muito mais. Está explicado o mau serviço!

Distribuem-se pelos acionistas o dobro da quantia correspondente aos lucros obtidos. Isto não é o milagre bíblico da multiplicação dos pães e dos peixes! Isto é encher os bolsos a uns poucos, explorar muitos e qualquer dia todos temos que cobrir o buraco que se está a produzir.

Se isto não é assim como acabei de expor, por favor expliquem-me muito bem explicado com palavras simples e conceitos simples o que está a acontecer com os CTT.

Eu continuo sem entender. E vou ficar extremamente irritado quando tiver que pagar para salvar os CTT e o banco dos CTT no futuro enquanto os atuais acionistas se põem ao fresco com as algibeiras a abarrotar.

Eu conheço este filme! É um remake que se repete, aqui em Portugal, vezes sem conta!

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Quando alguém desiste de denunciar o que está mal… perdemos todos! Muitas vezes sinto-me tentado, mas de seguida lembro-me que se desistir será pior.

Há cada vez mais coisas vergonhosas que acontecem neste pequeno país. Há uma desproporção entre a pequenez geográfica do nosso jardim à beira mar plantado e a grandeza gigantesca da magnitude dos crimes que se vão cometendo. A Celtejo comprovadamente polui o Tejo e o tribunal retira-lhe a multa e dá-lhe em troca uma repreensão por escrito. É vergonhoso! É também estranho que o Correio da Manhã tão expedito e pró-ativo a denunciar tudo e todos se mantenha calado neste caso. Será, talvez, por ser parte interessada? Aquele que se coloca no lugar de paladino da justiça com o rabo trilhado! E atua exatamente como qualquer outro com o rabo trilhado. É escandalosamente humano!

O mais grave de tudo é que um crime tão grave como matar indiscriminadamente o nosso futuro comum não tenha qualquer tipo de punição. Muito mal se comportou a justiça neste caso! A justiça desistiu perante a poderosa Celtejo e assim, obviamente, perdemos todos, sobretudo as gerações vindouras!     

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