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Archive for Fevereiro, 2018

Quando um aluno deixa de frequentar a escola,  embora ainda não tenha concluído a sua escolaridade  e a sua formação, está em situação de abandono escolar. Em Portugal 14% de jovens alunos encontram-se em abandono. É uma taxa bastante alta, apesar de ter vindo a decrescer na última década. Para combater esta cruel realidade surgiu há vinte anos atrás na Europa o projeto da 2nd Chance Schools, ou seja as Escolas da Segunda Oportunidade. Em Portugal existe a ESOM (Escola da Segunda Oportunidade de Matosinhos) que é a única escola que  pertence a esta rede europeia. Em termos simples, diríamos que as escolas regulares portuguesas proporcionam aos seus alunos um currículo “pronto a vestir” (igual para todos), enquanto esta Escola da Segunda Oportunidade de Matosinhos dá a todos os seus alunos um currículo feito à medida (um fato especial e único para cada um deles). A utilização das artes em doses massivas nesta escola também a diferencia das outras em que as artes brilham pela sua ausência. Esta formula simples (que é complexa) dita a marca do êxito obtido com estes alunos que abandonaram a escola regular. Obviamente, esta experiência tão extraordinariamente bem sucedida deveria abrir os olhos aos nossos governantes. A escola regular não tem qualquer hipótese de fazer um ensino personalizado com trinta alunos por turma. Na escola regular todo tipo de arte e criatividade encontra-se moribunda ou é totalmente inexistente. Assim dificilmente formaremos pessoas… não é possível fazê-lo!

Seria muito pedir que se revertesse esse currículo monopolista do Português e da Matemática e se humanizasse a escola abrindo-a à arte e à criatividade? Provavelmente sim! É lamentável!   

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Perplexidade

Há uma semana atrás estive em Sofia, na  Bulgária, integrado num projeto sobre Escolas de Segunda Oportunidade e foi lá que consegui captar esta imagem que me causou alguma perplexidade. A questão que me ocupou a mente durante algum tempo foi a seguinte: será que existem dois estabelecimentos do McDonald’s, um a 100 m e outro a 150 m; ou apenas um McDonald’s no quarteirão e que indo numa direção está a 100 m e na direção contraria a 150 m? A verdade é que não consegui responder a esta simples questão por falta de tempo para resolver o enigma. O McDonald’s já se encontra em todos os cantos do planeta, chama-se a isto globalização, agora, tanto McDonald’s por quilometro quadrado parece um exagero… Bom, se alguma vez voltar a Sofia esse será um dos enigmas ao que procurarei dar uma resposta conclusiva. Bom, se porventura, alguém sabe a resposta peço que me elucidem.

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Uma história infeliz

Esta é uma história que só pode ter um final trágico, não existe um outro possível desenlace para ela. Falo, naturalmente, da escola. Conjugaram-se todas as condições para produzir a “Tempestade perfeita”. Vejamos esses ingredientes fatídicos: 1)Professores velhos, cansados e muito desmotivados. Continuam a ir trabalhar e a arrastar-se pelas escolas porque não têm outra escolha. A alternativa seria ir para a aposentação com uma pensão menor ou igual que o salário mínimo nacional. Estão numa prisão! Como, pois, pode deixar-se a tarefa de formar as novas gerações a estes professores velhos, cansados, desmotivados e infelizes? É evidente que o resultado não vai ser bom! 2)Alunos que já nasceram com um telemóvel no bolso e que o seu primeiro contato com a escrita foi através do computador ou do tablet, que circulam por todas as redes sociais com a maior facilidade, que encontram toneladas de informação na Internet, o que é que esta escola povoada de professores com a faixa etária dos seus avós lhes pode oferecer? Claramente, não lhes oferece o que eles precisam! É, óbvio, que o resultado não vai ser bom! 3) Um governo e um ministério (como todos), que quer ter o menor gasto possível com educação, porque tem que compor e sanear as contas públicas, vai tentar desenvencilhar-se do fardo da escola passando-a para as Câmaras, que também irão investir o menos possível nela. Isto, definitivamente, não vai dar bom resultado! Professores infelizes que trabalham na escola como se fosse uma prisão, alunos que vão para esta prisão e que não encontram nesta escola as respostas que deveriam encontrar e por isso também são infelizes e governantes que odeiam a escola porque é um fardo económico e por isso pretendem libertar-se desse fardo e dessa prisão… como vemos todos os intervenientes estão descontentes, infelizes e presos à escola. Isto não vai, certamente, ter um final feliz! É pena!

 

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“Tenho a impressão ou o sentimento de que o mundo está inacabado,  como se Deus, que criou o mundo em seis dias e repousou no sétimo,  não tivesse tido tempo de tudo fazer. O mundo parece-me demasiado pequeno, a vida demasiado curta , a felicidade pouco feliz.  Escrevo para concluir o mundo, para juntar à criação o oitavo dia.”

Antonine Maillet

 

 Somos, certamente, os fazedores do oitavo dia por definição. Moldamos os protagonistas do futuro. Damos um pequeno toque no barro que irá cristalizar o futuro quando este se transformar em presente e no instante seguinte em passado. Essa é a nossa missão. Uma missão de uma responsabilidade extrema. Somos professores. Criadores de futuros!

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