O Teatro é o lugar de confronto com o espelho. Aqueles que nos dedicamos ao teatro com alma e coração vamos conquistando dia-a-dia o privilégio de pisar as tábuas sagradas do palco através da dor e de muito sacrifício. É lá que vão ficando os pedaços mais suculentos da nossa existência. Aquelas tábuas estão impregnadas de palavras que tentam explicar o inexplicável: a nossa condição humana. Essa condição que é uma estranha e intrincada mistura de tragédia, comédia e drama. O teatro é o fascinante paradoxo da vida. Nele podemos ser tudo. Ele contém o universo inteiro. Tudo quanto existe e tudo o que não existindo alguém imaginou. É o tudo que nasce do nada. Há anos atrás escrevi um texto sobre o NADA. Parece-me agora uma metáfora razoável sobre o teatro e sobre a vida. Para memória futura aqui deixo o vídeo do NADA.
E também ficam alguns registos fotográficos do que foi o meu percurso teatral neste último ano em que tive o privilégio de participar numa comédia hilariante do Goldoni conduzida pela batuta de Jorge Fraga. Depois participei num drama escrito pelo Engenheiro Senos da Fonseca que contou com a encenação de José Júlio Fino e que narra a comovente vida do poeta Filinto Eliseo. E para completar o círculo também farei parte do elenco que levará à cena brevemente a tragédia “Perdição, exercício sobre Antigona” de Hélia Correia com encenação de Victor Valente.
Feliz dia do Teatro e felizes todos os dias do Teatro!


