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O direito de estar triste nesta época natalícia

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Não abdico do direito de estar triste nesta época de Natal. É preciso um esforço hercúleo para estar feliz. É verdade que tenho recebido muitas mensagens com genuínos desejos de um feliz Natal. De todo coração agradeço essas magníficas missivas e esses amorosos anelos. O problema é que não consigo estar alegre. A felicidade fugiu.

Meus amigos, como posso eu estar feliz se tenho que pagar mais um banco? Não, eu não vou ser dono nem acionista desse banco; apenas vou contribuir para pagar os prejuízos que outros fizeram. O facto é que não tenho dinheiro para comprar as prendas que tenho que comprar e sou obrigado a ter dinheiro para pagar as perdas acumuladas por mais um banco. Estou farto de pagar bancos. E já lá vão quatro: BPN, BPP, BES e BANIF.

E pretendem que eu esteja feliz? Não, não estou feliz. Estou muito triste!

A minha sina é estar triste, quando nas vésperas de Natal, tenho de arcar com as perdas de mais um banco que foi à falência.

Para mim, um Natal venturoso e feliz seria aquele em que os acionistas de um banco que obtivesse lucros decidissem dividir parte deles por todos nós, contribuintes. Nós, humildes tributários somos sempre chamados a pagar os prejuízos, era justo, que uma vez por outra, participássemos também dos benefícios (só para variar a nossa perspectiva).

     

Esqueçam tudo o que disse anteriormente e desculpem… tive um ataque, uma crise aguda de “realidade” que me afetou repentinamente. Mais uma vez, desculpem.

Desejo que esqueçam tudo o que há de negativo neste atribulado tempo em que nos calhou viver e que sejam felizes.

Um excelente Natal para todos!

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