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Archive for Outubro, 2015

Ser professor… hoje!

A vida de um professor não é nada fácil nos tempos que correm. O desgaste da docência atingiu limites inimagináveis. Hoje é mesmo muito arriscado ser professor. Os riscos são de ordem física, psicológica e social, entre muitos outros. O professor, hoje, não tem tempo e anda sempre a correr. Cada vez é mais frequente o professor deslocar-se de uma para outra escola no mesmo dia. Tem de “migrar” por vários estabelecimentos de ensino da mesma unidade orgânica (os ditos “Megagrupamentos”) com horários muito apertados. É exigido aos professores que exerçam a docência como um verdadeiro sacerdócio, ou seja, que não tenham tempo para nada mais. Se os psicólogos e psiquiatras falassem certamente teriam muitas histórias de dor para contar. Dentro da mala do professor e entre as folhas dos livros vai algum sofrimento e, por vezes, muita desmotivação e desilusão. Esta escola está cada vez mais longe daquela com que sonhámos. E apesar de tudo isto, é de enaltecer a resiliência com que os professores cumprem todos os dias a sua missão de formar bem as próximas gerações. A qualidade da Escola Pública, reconhecida e testada internacionalmente, continua a existir graças ao bem-fazer dos nossos professores.

Socialmente desprestigiados, politicamente desvalorizados e incompreendidos, os professores continuam resistindo como podem a todas estas estocadas, até ao golpe de misericórdia… que esperemos não chegue!

Os nossos políticos de topo têm-se entretido a fazer demagogia com a educação. Estes políticos nunca compreenderam que, num tempo de incertezas absolutas, como aquele que vivemos, a possível salvação só a podemos encontrar na educação e na boa formação dos cidadãos do nosso país.

É o futuro que nos está a ser roubado (a todos) neste “deprimido” presente!

Que pedalada

Para tentar reverter este drama e tornar visível os problemas e as preocupações dos docentes o SPRC irá realizar uma acção denominada “Há que ter pedalada”:

  • Haverá uma concentração de docentes frente à Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, no próximo sábado, dia 17 de Outubro, às 10 horas;
  • Depois alguns professores do Conservatório tocarão uma melodia, como protesto, pelo que está a ocorrer;
  • Finalmente, todos os que possam e disponham de bicicleta rumarão até à Escola Básica 2,3 de Aradas (unindo assim as duas escolas do mesmo agrupamento).

É fundamental que participes e tornes pública o teu sentir. Para isso basta estares presente!

 

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DEVO

DEVO

Assim como existe a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO), que defende os direitos do consumidor, deveria também existir a Associação Portuguesa para a Defesa dos Votantes (DEVO), que defenderia os direitos dos portugueses que votam nas eleições.

Quando adquirimos um produto qualquer numa loja, como consumidores, temos o direito de devolver esse produto se ele, por ventura, for defeituoso ou se tiver havido publicidade enganosa.

Deveria existir um direito similar para os votantes. Quando um português vota num determinado partido, na base de determinados pressupostos que se vêm a revelar enganosos, o votante deveria ter o direito de reaver o seu voto.

Nesse sentido, no meu modesto entender, os eleitores deveriam ter quatro meses para reaver o seu voto no caso de se sentirem enganados.

Por minha parte estou disponível para recolher todos os testemunhos das pessoas que durante os próximos tempos (quatro meses) se sentirem burlados e atraiçoados no seu voto.

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Presidente de quê?

Presidente? da República???

Presidente???

O 5 de Outubro é, obviamente, uma data muito importante para a maioria dos portugueses que são republicanos. Este dia deixou de ser feriado como consequência duma medida meramente economicista. O governo, que ainda se encontra em funções, foi o responsável por esta desvalorização simbólica deste referencial histórico.

A acrescentar a este facto negativo junta-se a insensibilidade do Presidente. Justifica, o professor Cavaco e Silva, a sua ausência nas comemorações deste 5 de Outubro por se ter de “concentrar na reflexão sobre as decisões que terá de tomar” nos dias seguintes às eleições. É, óbvio, que hoje (5/10/2015), o contexto político exige a necessidade destas “profundíssimas reflexões”. Lembro, também, que há cinco dias atrás, o nosso Presidente proferiu umas misteriosas declarações em que dizia que sabia muito bem o que iria fazer no pós-eleições. Então, há cinco dias sabia o que ia fazer e, hoje, precisa de uma monumental reflexão para saber o que vai fazer? Dá para perceber?

Ele é o Presidente da República que não vai às comemorações da República da qual é Presidente. Dá para perceber?

Tenho de nascer duas vezes, no mínimo, para entender a coerência deste Presidente, seja lá do que for… talvez, da República que não comemora!

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eca-de-queiros

Albert Einstein

Gosto muito de um pensamento atribuído ao físico Albert Einsten que diz: “Não há nada mais insano do que fazer as coisas sempre da mesma maneira e esperar que os resultados sejam diferentes”.

Ouso traduzir esta reflexão para o contexto actual: “Não há nada mais insano do que votar nos mesmos protagonistas que já nos governaram e esperar que os resultados sejam diferentes”

Se queremos que os resultados sejam diferentes é necessário votar em actores diferentes.

Complemento este pensamento com algumas frases que expressam a extraordinária sabedoria do povo:

“Quem cala consente” (Nós não vamos consentir porque não nos iremos calar!)

“Quem não arrisca não petisca” (Temos mesmo que arriscar ou ficamos, ainda, pior!)

“Quem tem medo, compra um cão” (Não temos medo, vamos fazer o que for preciso para melhorar!)

Não arrisques o arrependimento na Segunda-feira. Vota consciente no Domingo!

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