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Archive for Setembro, 2015

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Pieguices eleitorais

Sou piegas mas não sou parvo

Sou piegas mas não sou parvo

Durante esta legislatura, que agora termina, o Dr. Passos Coelho quis abater, com todas as armas de que dispunha, os funcionários públicos (professores, prioritariamente), os reformados, os doentes, os desempregados e os portugueses pertencentes à dita classe média (que passou a ser classe baixa ou mesmo miserável).

Na próxima legislatura, o Dr. Passos Coelho, prometeu beneficiar todos aqueles que foram mais atingidos com estas medidas draconianas de austeridade.

Queridos “piegas portugueses” a próxima legislatura é vossa! Esta é a boa nova de Passos Coelho.

Eu, que sou professor, funcionário público, futuro pensionista (se houver pensão), antigo membro da classe média baixa e, agora, miserável e um dos “piegas” deste país, já posso rejubilar de contente pois serei, praticamente rico na próxima legislatura.

Será? Quando a esmola é grande até o pobre desconfia! Por onde andará agora o fero Passos que mandava os”piegas” emigrar e que dizia: “que se lixem as eleições”? Desapareceu? Agora é um “piegas” a pedir os votos aos outros “piegas”?

Dr. Passos Coelho, desculpai-me, fazei-me essa fineza, mas sou um dos dez milhões de portugueses lesados pela sua governação e, sinceramente, há muito tempo que deixei de confiar em si. Ouça e anote: “Estou farto de levar pancada! As siglas da sua coligação dizem tudo: PàF!”

PàF não, obviamente!

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A irrevogável realidade

Branquear a negra realidade

Branquear a negra realidade

Na lógica, o princípio de não contradição, determina que afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, por exemplo, dado que as afirmações “Sócrates (o grego) é alto” e “Sócrates (o grego) não é alto” são contraditórias, o princípio declara que não podem ser ambas verdadeiras.

Na retórica, como não obedece às leis da lógica, podemos usar afirmações contraditórias e utilizá-las como se ambas fossem verdadeiras. O argumentário politico eleitoral é pródigo na utilização de afirmações contraditórias. Apenas um exemplo: Passos Coelho, alegando falta de pluralismo e de representatividade se Paulo Portas não participasse também, recusou, liminarmente, participar no debate de dia 22 de Setembro com as outras candidaturas. Esse debate foi, efetivamente, cancelado. Curiosamente, o mesmo Passos Coelho recusou também ir ao Programa de Ricardo Araújo Pereira “Isto é tudo muito bonito, mas…”, alegando que seria redundante, uma vez que Paulo Portas já tinha aceite o convite para ir ao tal programa.

Não vou a esse debate porque Paulo Portas não vai e seria falta de representatividade” – diz, Passos Coelho, para recusar participar no debate. Dias depois diz exatamente o contrário: “Não vou a essa entrevista porque Paulo Portas vai e seria representatividade a mais”. É por esta e, sobretudo, por muitas outras e mais graves contradições que tenho uma enorme dificuldade em acreditar em Passos Coelho.

É com tristeza que constato que o sentido de humor é uma característica ausente da personalidade politica dos dois protagonistas desta legislatura: Passos Coelho e Paulo Portas. Toda a sua ação governativa revestiu-se de uma enorme seriedade e rigor.

Cortaram nos salários e nas pensões, mas… com um rigor e uma seriedade nunca antes vista.

Venderam o país, mas… de forma muito séria.

Aplicaram um colossal aumento de impostos, mas… muito seriamente.

Tudo isto será irrevogável, tão revogável como a “irrevogável” decisão de Paulo Portas?

Duvido!

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Passos "o estatístico"

Passos “o estatístico”

Afinal o que significa défice? É alguma coisa má? É alguma coisa boa? Bom, parece ser que, segundo Passos Coelho, o défice é muito mau. Esteve toda a legislatura a lutar contra ele. Curiosamente, agora, parece que o défice é bom! Até recebemos juros por ter défice a mais! Foi isto que disse o primeiro-ministro.

Estou confundido!

Afinal qual é o défice? Em 2014 era 4,5% mas agora passou a ser 7,2%! Bom, 4,5% era o défice real e 7,2% é, segundo Passos Coelho, o défice estatístico. Se é estatístico, os portugueses nada terão a pagar, não trará consequências no dia-a-dia dos nossos concidadãos. Isto é o que afirmou ontem o nosso Primeiro-ministro.

Continuo confundido!

Se eu pedir um empréstimo “estatístico” ao banco para pagar uma casa, terei ou não de devolver esse dinheiro à instituição bancária? Segundo o nosso Primeiro-ministro a resposta é negativa. Não terei de pagar! É credível? Onde está essa instituição bancária que me faça um empréstimo “estatístico”?

Estamos em campanha eleitoral e o nosso primeiro-ministro, por norma, nunca mente. Lembro a anterior campanha onde não houve uma única mentira por parte dele mas apenas muitas inverdades e “lapsos”.

Acreditamos mais uma vez nele?

Eu não vou arriscar!

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Confiança próxima

Confiança próxima

Confiança desconfiada

Confiança desconfiada

Confiança rasgada

Confiança rasgada

Confiança furtada

Confiança furtada

Confiança rasurada

Confiança rasurada

  

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The Standard and Poor's sign hangs from their building headquarters in New York on Friday, Mar. 6, 2009. Photographer: Jin Lee/Bloomberg News

The Standard and Poor’s

 

Ex.mos Sres. da Standard and Poor`s,

 

Venho por este meio agradecer a vossa decisão de subir o rating de Portugal do patamar de “lixo” para o nível de “lixo reciclável”. Como deveis supor qualquer informação que ateste que a economia portuguesa está melhor é uma excelente notícia para a minha/nossa campanha.  E mesmo sabendo que a vida da imensa maioria dos portugueses não está melhor (antes pelo contrário!), pode ser que ouvindo essas notícias, pensem que só eles (os próprios) estão mal e que todos os outros seus concidadãos estão bem e, em geral, o país está a recuperar. Quanto mais não seja, fica a dúvida!

Retribuirei e retribuiremos (mais além e para além) na medida do possível este inestimável favor que me/nos fizeram.

Recebam a gratidão deste primeiro-ministro em despedida que espera, com a vossa ajuda, continuar a ser primeiro-ministro por mais quatro anos para vos continuar a ajudar também.

E agora vou em passos apressados para a campanha falar ao coração dos pensionistas e dos pobres deste país. Ainda existem muitos indecisos que posso enganar outra vez. Da primeira vez disse que não ia cortar nas pensões e cortei. Agora digo que não lhes vou cortar mais e que até vou repor. Depois irão ver o que lhes vou fazer!

Calorosas saudações

Primeiro-ministro e candidato (em campanha) a primeiro-ministro

Nota: Esta é, obviamente, uma  carta hipotética, mas, se fosse real, assemelhar-se-ia muito, na letra e no espírito, àquela que acaba de ler.

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20150919_111205

Para onde nos levou, nesta legislatura, Dr. Passos?
Eu lembro-lhe,
– Os Trabalhadores enviou-os para o inferno;
– A Segurança Social empurrou-a para o abismo;
– A Educação/Escola Pública remeteu-a para as trevas;
– O Emprego orientou-o para a Rua da Amargura;
– A Esperança chutou-a para o limbo;
– O Futuro atirou-o para um buraco negro.
Posto isto, digo-lhe (como diria o poeta): “Não sei por onde vou/ Não sei para onde vou/Sei que não vou por aí (Dr.Passos)!”

 

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