O povo português tem sofrido, nos últimos anos, e de forma sistemática, de violência física e psicológica. O nosso povo tem suportado estoicamente esse sofrimento sem apresentar queixa daquele que desapiedadamente o abusa. Todos conhecemos o agressor que, paradoxalmente, é quem deveria proteger o povo. O agressor é o próprio governo; a vítima é o povo. A vítima cala! Este silêncio da vítima é interpretado como consentimento.
– Aguenta, aguenta e continuará a aguentar – pensa e diz para si o agressor.
O governo agride fisicamente o povo quando corta nos salários, nas pensões, quando corta nas funções sociais do estado. O agressor agride psicologicamente a vítima quando lhe diz: “Estes cortes são inevitáveis e terão de continuar. Não existe qualquer alternativa ou solução”.
Este agressor confesso tem intenção de continuar a exercer violência doméstica sobre a vítima. Deveria haver protecção para esta vítima. O agressor, o governo, não deveria poder aproximar-se da vítima, o povo, a uma distância menor de 2 anos-luz. Assim, asseguraríamos que o governo não continuaria, de forma obstinada, a abusar e a violentar a vítima: o nosso povo. Caso nada se faça em relação ao agressor, corremos o risco de ter mais uma morte a curto prazo … por violência doméstica.
É inacreditável que isto nos esteja a acontecer!
Deixe uma Resposta