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Archive for Abril, 2015

O belo cabrão

Recupero um vídeo de 2010 que se encontra no Youtube. O narrador descreve um evento histórico: o assalto ao castelo de Bragança.

Transcrevo o que diz o narrador:

“Há ali três castelhanos mortos e dois feridos e só foram atiradas duas setas. Uma eficácia total! Mas…mas…mas atenção que qualquer reino que se preze tem um traidor, e no reino de Portugal também há um traidor. E esse traidor [é o Sócrates] é um belo cabrão e vai abrir a porta e vai deixar entrar os castelhanos para nossa tristeza…”

Fica claro no vídeo que não é o narrador que atribui ao nosso ex-primeiro-ministro o epíteto de “belo cabrão”. É alguém do público que faz este anacronismo e que o enquadra nesta fórmula linguística popular. Nunca pondo em causa o princípio da presunção de inocência, eu acredito na sabedoria do povo.

O nosso povo é sábio!

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Ex.mo Sr. Primeiro Ministro,

Sei que teve uma vida complicada antes de chegar a Primeiro-Ministro. Sei que sofreu por ter contas para pagar e não ter dinheiro para o fazer. Sei que teve de se “virar”. Como compreendo que tenha aceite a remuneração da Tecnoforma, mesmo exercendo o cargo de deputado! Sei que é uma pessoa comum e que pertence à raça de homens comuns que, se pudesse fugir ao fisco e à Segurança Social, fugiria. Como o compreendo, Sr. Primeiro-Ministro! Sei que não é um homem perfeito, e é por essa razão que não me esqueci de si.

Sei que nos quer pobres, mas muito honrados! Somos nós, os pobres, que teremos de pagar a dívida e todas as dívidas que foram contraídas em nosso nome, mas para proveito de outros. Eu sei que o Primeiro-Ministro só quer o nosso bem. E nós, os que pagamos tudo, só queremos o bem dos que nos querem bem. Sei que, quando receber esta carta, soará o alarme por ser o primeiro da lista VIP (à falta de outra designação). Não se preocupe, eu, que não pertenço a nenhuma lista, a não ser à dos proscritos por este governo, apenas lhe escrevo para enviar os meus 10€ solidários. Isto para que nunca mais se atrase no pagamento ao fisco e cumpra as suas obrigações para com a Segurança Social. Não tenho nenhuma dúvida de que outros se juntarão a esta causa solidária e, todos, em conjunto, o ajudaremos a viver com a dignidade própria de um Primeiro-Ministro.

Com os meus melhores cumprimentos,

António Duarte Morais

Carta original

Carta original

Envelope

Envelope

Cheque enviado e devolvido

Cheque enviado e devolvido




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Um simples cravo

Um cravo na lapela do Primeiro-ministro, no dia 25 de Abril, representa:

 

A) Que se enganou nos cortes que fez aos trabalhadores e reformados portugueses;

B) Que não quer que se “lixem” as próximas eleições;

C) Que está arrependido do mal que fez ao nosso país;

D) Que está feliz com a renovação irrevogável do seu casamento e vai agora de lua-de-mel com o seu companheiro.

Nota: Inclino-me pela opção B.

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Prova Final de Introdução à Política para deputados do CDS, PSD e PS

Parte A

Leia o texto seguinte.

“Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

…”

1.1 –  De onde foi extraído este pequeno texto?

 

1.2 – Qual o assunto abordado no mesmo?

 

Parte B

Escolhe a opção certa

1 – A liberdade de expressão e informação, numa democracia, só pode ser:

(A) Parcial e com limitações

(B) Controlada pelos partidos

(C) Absoluta e sem limitações

(D) Censurada previamente

 

Critérios de correcção

Parte A
1.1 Texto extraído da Constituição da República Portuguesa, artigo 37 (liberdade de expressão e informação) pontos 1 e 2.
1.2 O assunto abordado neste texto é a Liberdade de Expressão e Informação.
Parte B
1 Opção C

 

Nota: O chumbo foi generalizado. Há que reconhecer que o grau de dificuldade era enorme para os deputados destas bancadas!

 

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O povo português tem sofrido, nos últimos anos, e de forma sistemática, de violência física e psicológica. O nosso povo tem suportado estoicamente esse sofrimento sem apresentar queixa daquele que desapiedadamente o abusa. Todos conhecemos o agressor que, paradoxalmente, é quem deveria proteger o povo. O agressor é o próprio governo; a vítima é o povo. A vítima cala! Este silêncio da vítima é interpretado como consentimento.

– Aguenta, aguenta e continuará a aguentar – pensa e diz para si o agressor.

O governo agride fisicamente o povo quando corta nos salários, nas pensões, quando corta nas funções sociais do estado. O agressor agride psicologicamente a vítima quando lhe diz: “Estes cortes são inevitáveis e terão de continuar. Não existe qualquer alternativa ou solução”.

Este agressor confesso tem intenção de continuar a exercer violência doméstica sobre a vítima. Deveria haver protecção para esta vítima. O agressor, o governo, não deveria poder aproximar-se da vítima, o povo, a uma distância menor de 2 anos-luz. Assim, asseguraríamos que o governo não continuaria, de forma obstinada, a abusar e a violentar a vítima: o nosso povo. Caso nada se faça em relação ao agressor, corremos o risco de ter mais uma morte a curto prazo … por violência doméstica.

É inacreditável que isto nos esteja a acontecer!

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