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A implosão do Ministério da Educação através da incompetência

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O Ministério da Educação está a implodir! A meta do Dr. Nuno Crato está a ponto de ser atingida. A arma encontrada para alcançar tal fim foi a incompetência, mas cuidado, quando a incompetência é muita, até o pobre desconfia. Eles têm sido refinadamente competentes em mostrar-se descaradamente incompetentes. O que aconteceu o ano passado com a bolsa de contratação de Escola (BCE) foi inacreditável! Pelo meio, houve um pedido de desculpas do ministro no parlamento e alunos que perderam, em algumas disciplinas, quase o primeiro período inteiro. Os responsáveis do ministério afirmaram que essas aulas iriam ser recuperadas ao longo do resto do ano escolar (no segundo e terceiro período). Durante a segunda quinzena de Março, o Ministério da Educação, através do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), retirou professores de Inglês das escolas durante dois dias inteiros para realizarem o Preliminary English Test PET e uma formação Cambrigde. Vá-se lá saber os negócios subterrâneos que estão aqui envolvidos! Os alunos destes milhares de professores de Inglês não tiveram aulas durante esse período. O curioso, ou talvez não, é que nem para a nossa língua somos tão rigorosos.

Durante os dias 25, 26 e 27 de Março foram convocados professores de mais de 70 escolas para vigiarem a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), perturbando também, nessas escolas, as reuniões de avaliação. Eu propunha a realização duma PACC ao Dr. Nuno Crato como requisito indispensável para se candidatar a Ministro da Educação. Tenho a certeza de que seria um chumbo pela certa. Infelizmente já vem tarde. Fica a ideia para o próximo ministro que irá dirigir as “ruínas” deste Ministério da Educação.

Se acrescentarmos a tudo isto a municipalização da educação, temos o quadro quase completo de uma implosão pré anunciada.

O discurso, tão reiteradamente repetido de promoção da qualidade do ensino público, cai por terra perante a tão assídua e persistente perturbação da escola pública.

Não há melhor estratégia para promover o ensino privado, e privatizar a educação, do que cultivar o caos na escola pública.

A estratégia da incompetência deu (muito maus) resultados. Como será a escola pública na era da pós-implosão? Quem ainda poderá salvar a escola pública? Os professores são os únicos que ainda podem salvar a Educação em Portugal.

P.S.: É triste que neste dia em que se comemora o dia mundial do teatro se fale da implosão da educação e, concomitantemente, da cultura.

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