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Archive for Dezembro, 2013

Anseios

Se fossemos capazes de ler o que vai nos corações uns dos outros seriamos deuses e não teríamos necessidade de utilizar a linguagem.

Enquanto tal não acontece, reivindico a minha condição de humano para partilhar com todos os que me estão mais próximos e também com os que se encontram mais afastados, com todos os que estão de acordo comigo e com todos os que discordam de mim, com todos os que vivem em equilíbrio e harmonia comigo e com todos aqueles que têm alguma diferença ou desavença em relação a mim… enfim com todos de forma absolutamente abrangente os meus desejos de felicidade, amor, paz, alegria.

Que os nossos desejos alcancem o reino do real e se disseminem democraticamente por todos os habitantes da terra.

Que assim seja!

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É incompreensível tanta incompetência deste ministério da educação. Com tantos problemas sérios que temos na governação do nosso país abrir agora uma guerra inútil com os professores era dispensável.

A pretensa melhoria da qualidade de ensino que esta prova iria introduzir caiu por terra quando o Ministério da Educação assinou o acordo com a FNE e a UGT para que ficassem isentos da realização da mesma os professores contratados com cinco ou mais anos de serviço. Este entendimento veio mostrar a inutilidade e a arbitrariedade da prova e se ela era injusta e humilhante por natureza, tornou-se ainda mais injusta com o tal acordo. Aparentemente a vitória política alcançada pelo Ministério da Educação pôs a nu, perante todos, as verdadeiras intenções do ministério.

Sejamos claros, este governo não tem como objetivo melhorar o ensino público, antes pelo contrário pretende destruí-lo e privatizá-lo. Esta é mais uma manobra que se enquadra nessa estratégia global!

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Uma ideia (des)bloqueada

No dia 8 de Agosto de 2012 publiquei um vídeo no Youtube com o título de “Abraços solidários” que resultou de uma performance que realizei em Aveiro. Este vídeo que é da autoria de Ricardo Abreu foi bloqueado 15 minutos depois de ter sido editado, provavelmente pela utilização da melodia “Imagine” de John Lennon, como banda sonora. Curiosamente este vídeo encontra-se agora desbloqueado.

Esta performance dos abraços já foi feita e repetida muitas vezes pelo mundo fora. No entanto, eu não pretendia fazer uma mera reprodução. A minha ideia era que estes abraços fossem um gesto de resistência e chegassem a constituir uma forte intervenção política.

O meu objetivo era que cada abraço significasse a união daqueles que se abraçassem contra aqueles que nos retiram tudo o que ainda temos. Se o abraço dissesse a quem é abraçado: “Estou contigo e contra quem nos oprime e nos destrói”, então o abraço ter-se-ia transformado numa arma de resistência.

Nesse caso o governo teria que preocupar-se e verificar se os portugueses se estavam a abraçar mais que o habitual. Chegando, em caso de desespero, a proibir os abraços na rua. Então os “Abraços Solidários” teriam atingido o patamar da intervenção política. A luta não violenta e a resistência pacífica teriam sido elevadas a um novo limiar de pacifismo.

Ingénuo? Sim, claro! Sempre! Mas valia a pena tentar.

http://www.youtube.com/watch?v=of246QSUgUM

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Vivemos num país com uma Constituição cuja letra está moribunda, por não dizer “morta”. A nova Constituição não escrita, mas que se encontra em vigor, e à qual estamos submetidos é uma Lei Fundamental “Low Cost”. Nela foram cortados, alienados, diminuídos e rebaixados muitos direitos. Os que foram deixados são aqueles que nada custam. São os direitos “low cost”.

Através da chantagem económica foi atingido o objetivo de alteração da nossa Constituição que formalmente não foi alterada.

O próprio Tribunal Constitucional, entidade criada para defender a nossa Constituição, está sob uma inimaginável pressão vinda de todos os lados (sobretudo do exterior) para declarar conforme aquilo que não está conforme.

Foi conseguido o impossível, o impensável: alterar a nossa Constituição sem que essa mudança tenha passado pela Assembleia da República.

E esta mudança está a passar de “mansinho”.

Este é um caminho extremamente perigoso! E nós estamos a percorrê-lo!

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Parece que vivemos segundo legislação distinta da que está consagrada na nossa lei fundamental. E se a nossa Constituição tivesse sido alterada….

Eis a minha versão.

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