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Archive for Novembro, 2013

Procuram-se…

Procuram-se os culpados pela crise que estamos a viver. Curiosamente eles não são aqueles que estaríamos à espera. São outros, mas graças a Deus já foram todos identificados! São reformados, doentes, funcionários públicos, professores, desempregados, etc.

São estas pessoas que com aparência de inocentes estão a destruir e a levar à ruína o país. São as reformas dos aposentados, os salários dos funcionários públicos, os subsídios de desemprego, o custo da doença dos enfermos que nos estão a afundar.

Os meios de comunicação social têm-nos dado informações falsas apontando o dedo da culpa aos desfalques no BPN, ao custo das Parcerias Públicas Privadas, aos custos dos SWAPs, ao enriquecimento ilícito e mordomias de políticos e restante classe dirigente, à corrução nos negócios do Estado, etc. Afinal era incorreto e muito injusto atribuir a culpa a estes agentes políticos… Os culpados estavam entre nós, misturavam-se connosco e fingiam-se inocentes.

Como podíamos nós supor que um reformado com o seu aspeto frágil e trémulo ou um doente fossem pessoas tão perigosas? Como podíamos adivinhar que os desempregados ou funcionários públicos com ar de vítimas podiam constituir um perigo assim? Enganaram-nos muito bem!

Agora que foi identificado o problema, o governo já está a tentar encontrar a solução mais adequada. E como para grandes males, grandes remédios, irá cortar-se o mal pela raiz! Vão-se eliminar todos aqueles que produzem despesa ao Estado. E honra seja feita ao nosso governo que já começou a “limpar” do mapa estes portugueses. A estratégia do “corte” está a dar os seus frutos. Em breve o governo abrirá um concurso de ideias sobre como eliminar mais eficazmente estes portugueses que estão a mais.

A época da caça está aberta!

Doentes
O DOENTE
Reformados
REFORMADO
Funcionários/as Públicos/as
FUNC PÚBLICA
Professores
PROFESSOR
Desempregados

EMPREGADO

As fotografias são da autoria de Júlio Lemos

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Em Portugal sobram milhões de portugueses. Agora sabemos que são eles os culpados pela crise. Estes são alguns dos seus rostos.

fotos pb

Fotografias da autoria de Júlio Lemos

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O Zé Povinho é apenas realista! É evidente que um homem do povo tem uma visão negativa e generalizada da classe dirigente. Será que não há políticos honrados e dotados de um vincado sentido patriótico de serviço público? É óbvio que há, mas constituem uma raríssima excecionalidade! E é essa a razão que me leva a estar de acordo com o “Zé Povinho” quando coloca no mesmo “saco” todos os políticos. A verdade é que as tais “preciosidades raras” que constituem a excecionalidade na política não têm uma ação visível e relevante na vida quotidiana das pessoas comuns. E mesmo aqueles que gritam a favor do povo não são exemplos de vidas onde as gentes simples se revejam. Consideremos o caso do Dr. Mário Soares, que está muito ativo na luta e defesa do Estado Social, da democracia e da nossa Constituição, o que é extraordinariamente louvável nos tempos que correm. Mas será que o Dr. Mário Soares prescindiu do carro, do motorista, do secretário, do assistente, dos vários seguranças e polícias e demais ajudas que o Estado lhe confere por ter sido Presidente da República? Isto não serão mordomias a mais para os tempos que vivemos? Será que terá havido um esforço de contenção de gastos na sua Fundação dada a situação do país? Há algum tempo atrás o carro que lhe está destinado pelo Estado foi objeto de uma coima por uma infração rodoviária, e essa multa também foi enviada para ser paga pelos cofres do Estado, ou seja, por todos nós, e não pelo cidadão Mário Soares. Estes pequenos, mas significativos gestos, fazem com que desconfiemos das grandes e eloquentes palavras que normalmente são proferidas por ele. Todos somos iguais em democracia, mas uns são mais iguais do que os outros. E esta perceção de falta de coerência entre o que se diz e o que se faz abre brechas profundas na credibilidade dos agentes políticos.

Por outro lado, é difícil ter esperança no futuro deste país, quando estamos a ser governados por políticos tão impreparados, tão aventureiros e tão medíocres! São impreparados porque não acertam uma única previsão macroeconómica, não têm qualquer rumo ou estratégia para o país a não ser defender os seus próprios lóbis. São aventureiros porque provocam crises que trazem consequências nefastas para o país e continuam irrevogavelmente nos seus cargos com a maior “cara de pau”. São medíocres porque são incapazes de nos inspirar e promover o melhor que temos para reconstruir um país que está desfeito. Olhamos para a alternativa a este governo e apesar de ser liderada por um Seguro sentimo-nos assustadoramente inseguros.

Procuram-se desesperadamente estadistas! Onde é que eles se encontram? Este povo merece ser conduzido por homens sensatos, prudentes e sábios que nos devolvam a dignidade que nos foi expropriada por quem nos governa e por quem manda em quem nos governa.

Até lá estou com o “Zé Povinho” a fazer um grande “Toma!!!!!”.

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http://www.youtube.com/watch?v=pXUskViuDzs

Se o “Zé Povinho” do Bordalo Pinheiro saísse da sua posição imóvel e rígida do barro certamente proferiria impropérios indignados e justos contra políticos e governantes que nos levaram até à situação calamitosa que hoje vivemos.

Também estou ciente que este Zé que representa o nosso povo na sua mais simples ingenuidade teria propostas mais racionais e justas. Tenho a absoluta certeza que ele não proporia a destruição dos mais fracos. Esmifrar até ao tutano os reformados, os doentes, os desempregados e em geral a classe dos trabalhadores por conta doutrem não faria parte da sugestão deste Zé Povinho. Antes porém procuraria soluções mais justas como a eliminação das parcerias público privadas, a diminuição das Fundações, apenas mantendo as que são úteis à nossa sociedade e não onerassem em excessos os nossos magros cofres do Estado. Certamente arrasaria com os favores, tráfico de influências e mordomias generalizadas da nossa classe dirigente.

Austeridade com certeza, mas para todos e não só e apenas para os Zés Povinhos que sempre foram austeros!

Este Zé não entende como oitocentos portugueses podem deter quarenta e cinco por cento do PIB do nosso país!

Também não compreende como aumentaram o número de portugueses híper-milionários durante esta época de crise!

O Zé terminaria fazendo aquele gesto idiossincrático da sua figura, ou seja um enorme “manguito” para aqueles que nos roubam descaradamente e sem qualquer pudor!

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