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Archive for Setembro, 2013

Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. A única ocupação mesmo dos ministérios era esta – «cobrar o imposto e fazer o empréstimo». E assim se havia de continuar…

Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o país ia alegremente para a «bancarrota».

– Num golpezinho muito seguro e muito a direito – disse o Cohen, sorrindo. – Ah, sobre isso, ninguém tem ilusões, meu caro senhor. Nem os próprios ministros da Fazenda!… A «bancarrota» é inevitável: é como quem faz uma soma…

– Este tal Eça também está a fazer-me oposição?

– Não Senhor Primeiro Ministro, Eça de Queiroz escreveu este texto há mais de um século.

– E como é que ele sabia então que os nossos ministros das finanças agora só sabem pedir empréstimos e cobrar impostos?

– Ele descreveu o que acontecia na época dele.

– Então não estou a governar tão mal. Sigo a tradição…

– Tem razão Senhor Primeiro Ministro. Está a seguir uma longa tradição!

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Ημέρα 22 Σεπτεμβρίου θα διεξάγουμε εκλογές στη Γερμανία.

Όλοι οι Ευρωπαίοι, και ιδιαίτερα οι Έλληνες, πορτογάλους και οι Ιρλανδοί πρέπει να ψηφίσουν στις εκλογές.

Αν και η γερμανική κυβέρνηση κυβερνά μας, θα πρέπει να ψηφίσουμε επίσης με τις γερμανικές εκλογές.

Πρέπει όλοι μας να γράψει ή να στείλετε ένα μήνυμα ηλεκτρονικού ταχυδρομείου σε φιλολογιών που απαιτεί το Κοινοβούλιο να ψηφίσει στις εκλογές αυτές.

(I hope that this messages is understandable.)

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On the 22nd September there are going to be elections in Germany.

All Europeans, namely Greeks, Portuguese and Irish should be able to vote in these elections.

If the German government rules us, we should vote in the German elections.

All of us should write or send an email to the German Parliament, demanding for a vote in these elections.

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Eleições alemãs

Dia 22 de Setembro irão realizar-se as eleições na Alemanha. Penso que se trata de um escrutínio que interessa não apenas aos cidadãos alemães, mas a todos os europeus, especialmente aos cidadãos gregos, portugueses e irlandeses.

Posto que o governo alemão com as suas políticas governa de facto sobre os países que estão sobre programas de assistência financeira e decide sobre as nossas vidas, parece-me legítimo que os cidadãos desses países participem na escolha dos próximos governantes alemães que consequentemente também serão nossos governantes.

Não se trata de uma ingerência externa, visto que o governo alemão determina e condiciona de forma mais substancial a nossa existência do que o nosso próprio governo português. O mesmo acontece aos cidadãos gregos e irlandeses. Trata-se apenas de uma questão de legitimidade democrática.

Por isso proponho que todos os cidadãos destes países escrevam ao Parlamento Alemão exigindo participar no próximo ato eleitoral alemão.

Este pode ser um gesto de exigência de responsabilização dos partidos políticos alemães para com o resto das nações europeias. Não é politicamente aceitável que as forças políticas alemãs se preocupem apenas com os seus problemas internos quando determinam as políticas de outros países europeus, especialmente os que se encontram em situação mais difícil como o nosso país, a Grécia e a Irlanda.

O enviar uma missiva ou um email ao Parlamento Germânico pedindo para participar nas eleições alemãs parece-me um gesto pacífico, simbólico e eficaz para promover de facto uma mudança estrutural nas políticas europeias.

Quem tem maior poder também deve ter maior responsabilidade.

A europa tem de atuar como um todo.

Esta é uma forma fácil de todos os cidadãos contribuírem para o cumprimento desse objetivo.

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Sem legendas

Zé_POVINHO (1)
Fotografia Ricardo Abreu

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Quando analisamos as biografias dos membros do atual governo verificamos que seis ministros, entre os quais se inclui o nosso primeiro, provêm do mundo empresarial e/ou da banca e/ou são economistas.

Outros oito ministros são licenciados em direito, ou seja são advogados de profissão.

Um último e único ministro neste elenco é Engenheiro Eletrotécnico na área de energia.

Imaginemos por um momento que a natureza das coisas não é o que é. Vamos presumir assim que estas pessoas quando chegam ao governo ficam imunes a qualquer influência, cortam com todos os seus contatos no mundo empresarial, na banca, nas sociedades de advogados, nos partidos e deixam para trás todos os interesses que até então defendiam.

Se esta suspensão da realidade acontecesse por magia ou milagre, todos os membros deste governo estariam aptos a serem paladinos dos direitos e interesses do cidadão anónimo, do cidadão comum, do pé descalço, do zé-povinho, que representam a maioria da população portuguesa.

Agora paremos de fantasiar, ninguém neste governo representa os interesses dos mais fracos, dos mais desfavorecidos deste país. Bom talvez o irrevogável “Paulinho das feiras” ou então aquele ex-ministro que queria ser doutor. A propósito qual foi o curso em que se formou (ou em que não se formou)? Bom, isso não interessa nada, o que importa é o corolário desta prosa.

E a conclusão é que o povo está completamente órfão de representação. Sozinho. Está por sua conta e risco! Fim da história.

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A nossa Constituição Portuguesa representa o espaço, o lugar onde cabemos todos os portugueses. Ninguém fica para trás, todos temos os mesmos direitos que nessa Lei Fundamental estão consagrados.

Quando pretendemos alterá-la ou interpretá-la de forma restritiva temos que ter em atenção que alguns (muitos) portugueses vão ser excluídos. É evidente que o facto de ser uma Constituição inclusiva (que não exclui ninguém) representa um gasto considerável para o Estado, ou seja para todos nós. Essa foi a opção que se fez no início da nossa democracia e que ficou plasmada na nossa Constituição outorgando a todos cidadãos que habitam no nosso país os direitos e deveres imprescindíveis para viverem com dignidade. A Constituição é o nosso contrato em que todos nos comprometemos a ser responsáveis por todos.

Quanto menos direitos tenham os cidadãos portugueses menor será o gasto do Estado, mas maior será a sua exclusão.

Este governo opta claramente por diminuir os direitos, contrariando a letra e o espírito da Constituição que temos, em prol da menor despesa do Estado, mas desta forma deixam de caber centenas de milhares de portugueses nessa mesma constituição.

Qual é o caminho queremos trilhar em direção ao futuro?  Será inevitável a opção deste governo? Recuso-me a acreditar que a eliminação pura e simples de direitos constitucionais e a exclusão de uma vida digna para muitos portugueses seja o rumo certo!

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