Não tem qualquer importância um ministro de educação que apenas decide em função do dinheiro que pode poupar ou cortar no seu ministério, sendo, para tal, irrelevante os alunos, a sua formação e o seu futuro. Quando não são relevantes vinte mil alunos que não fizeram o seu exame de Português, o ministro torna-se irrelevante. Pode ser substituído, e até com vantagens, pelo ministro das finanças. Este seria o ministro das finanças e da educação e com toda a certeza que vinte mil (alunos) seria uma quantidade relevante para alguém que só trabalha com números.
Não tem qualquer importância um governo para quem é irrelevante dezoito por cento de desempregados, dos quais quarenta por cento são jovens. Quando estes portugueses não são relevantes, e os outros que se manda emigrar também não são importantes, torna-se este governo perfeitamente irrelevante. Pode mesmo ser substituído e até com enormes vantagens pelo governo alemão, que passaria a governar a Alemanha e Portugal. Assim pouparíamos a irrelevância de alguém que nos governa de acordo com as diretrizes que lhe vem desse país estrangeiro. Passaríamos a ser governados diretamente por quem realmente nos governa e sem a irrelevância deste deprimente governo intermediário submisso.