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Archive for Agosto, 2012

Maus sinais

Este governo começou por menorizar a importância da cultura a um nível formal eliminando o Ministério da Cultura e rebaixando-o a uma simples Secretaria de Estado da Cultura. Parece uma simples questão de nome, mas de facto não é. Trata-se de uma questão substancial. Este caso era o ponto de partida que marcaria o rumo deste governo. A linha orientadora estava assinalada. É fácil cortar na cultura! Parece algo dispensável, supérfluo, que não nos faz falta, mas esta visão é absolutamente redutora e traz consigo um empobrecimento no amago do país.

Lembro o que aconteceu em Inglaterra numa conjuntura económica idêntica ou talvez pior do que a situação atual.
“During the Second World War, Winston Churchill’s finance minister said Britain should cut arts funding to support the war effort. Churchill’s response: “Then what are we fighting for?”

Winston Churchil era por antonomasia um chefe de estado sábio com carisma que até pode assim exigir do seu povo e dos seus concidadãos: sangue suor e lágrimas. Os nossos dirigentes atuais encontram-se a anos luz deste tipo de líderes políticos e é por isso que insistem em medidas que aparentemente vão poupar muito dinheiro: a privatização da RTP1 e a eliminação pura e simples da RTP2. Isto, literalmente, parece-me vender a alma ao diabo.

Quando é que estes dirigentes políticos com escassíssima formação cultural e até académica vão entender que é precisamente a cultura que torna um povo forte e coeso?

E nós vamos calmamente aceitar que privatizem o serviço público de rádio e televisão?
Já agora privatizem tudo! Privatizem-nos também a nós! Qualquer dia não será necessário termos um governo do Estado porque o Estado também já não existe. Foi privatizado!

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Lembrete importantíssimo

Faço hoje um parêntesis na minha luta e na minha resistência contra um sistema e um poder que se tornaram tão injustos para a imensa maioria dos portugueses, com o intuito de dirigir-me à minha filha.

Há momentos na vida de uma pessoa que é necessário resistir à tentação de não expressar livremente os sentimentos mais profundos que habitam o nosso ser.

E o que dentro de mim vive de forma absoluta é um imenso amor pela minha filha Raquel. Ela é a pedra angular e a razão última do meu existir.

Hoje, especialmente hoje, apeteceu-me fazer esta confissão pública porque a vida é tão frágil que nunca sabemos quando deixamos de poder dizer as coisas importantes…

Não julguem mal, isto não é ser piegas é apenas ser pai!

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Queria agradecer a todas as pessoas que visionaram a curta “Um lugar para não viver” e que me manifestaram o seu apoio. Este pequeno vídeo pretendia fazer refletir as pessoas sobre a situação que estamos a viver. Considerei pertinente que os grupos parlamentares tomassem conhecimento do supracitado vídeo, pois são eles os legítimos representantes do povo, e por tal razão enviei para o correio eletrónico oficial de todos os grupos parlamentares o link. Até este momento não houve qualquer reação. Não sendo ingénuo, sei que também não vai haver.

Senti que era necessário fazer alguma coisa, porque o garrote económico que pende sobre cada português está a asfixiar-nos.

Sinceramente, penso que é possível outro tipo de governação, mas para isso é imprescindível ser exigente com as pessoas que ocupam os lugares de chefia, o que por desgraça não tem acontecido até aqui.

Alterar uma cultura de conformismo e de passividade leva algum tempo, algumas gerações, mas esse é o caminho que temos que trilhar rapidamente.

Sobre a ação de resistência LUTO NACIONAL CONTRA ESTA GOVERNAÇÃO penso que era uma ideia interessante e fácil de pôr em prática. Como é evidente esta ação, apesar de ainda não ter terminado, não teve um impacto relevante. Para que tivesse algum efeito teria sido necessário que fosse maioritariamente seguida, o que obviamente não ocorreu.

Os portugueses em geral preferem sofrer e sofrer apenas por dentro e não dar a entender que estão a sofrer. Diria, para finalizar, que os portugueses estão de luto por dentro mas não são capazes de exteriorizar esse luto. E é esta cultura que temos que alterar!

Protestar, questionar, pôr em questão, levantar dúvidas, exigir. Estas são ações fundamentais para a regulação e o bom funcionamento da democracia!

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Pedido de desculpa

A dois de Agosto escrevi uma carta à Chanceler Angela Merkel, na qual advertia a mesma acerca do caminho errado que está a ser seguido pela Europa, sob direção do governo alemão. Não retiro nada do essencial que então disse e escrevi. Esta carta foi traduzida para alemão por uma amiga que é professora de línguas com o intuito de que os próprios alemães tomassem consciência do que está a ocorrer ao resto da Europa.

Durante todo este tempo não tive qualquer reação a esta carta à exceção de um cidadão alemão que escreveu um comentário a essa carta, na qual e apesar de estar de acordo com o conteúdo da carta sobre a política e os políticos, manifestava o seu desagrado por uma expressão que usei para descrever o erro da Sra Merkel: “Só alguém com uma miopia alarmante e um autismo absoluto é incapaz de ver o que está a acontecer.” Foi de facto uma expressão infeliz “autismo absoluto” porque ofendi uma pessoa com autismo, quando queria chamar a atenção da Chanceler Merkel. Por vezes atingimos quem não queremos e o nosso alvo passa completamente incólume. Como é evidente não tive intenção de ofender ninguém, nem mesmo a própria visada, mas objetivamente ofendi e por essa razão peço desculpa a este cidadão alemão com autismo, prometendo ser mais cuidadoso nas expressões que utilizarei no futuro. Ouso contar com o apoio deste alemão na cruzada de transformar o mundo e fazer chegar ao poder as pessoas com os mais elevados padrões éticos sejam eles portadores de autismo ou não.

Am zweiten August habe ich einen Brief an die Kanzlerin Angela Merkel geschrieben, in dem ich sie vor dem falschen Weg Europas unter der deutschen Orientierung gewarnt habe. Ich stehe zu all dem Wesentlichen das ich geschrieben habe. Dieser Brief wurde ins Deutsche von einer Freundin, die Sprachen unterrichtet, übersetzt, so dass die Deutschen verstehen was sich im Rest Europa abspielt.

In alle dieser Zeit habe ich nur eine Antwort, von einem Deutschen, bekommen, der, obwohl er mit mir übereinstimmt was die Politik und die Politiker betrifft, mir seine Unerfreulichkeit über den Ausdruck den ich benutzt habe, um den Fehler von Frau Merkel zu beschreiben: ,,Nur jemand mit einer alarmierenden Kurzsichtigkeit und absoluten Autismus ist nicht fähig zu sehen was geschieht.” Es war wirklich ein unglücklicher Ausdruck -“absoluten Autismus”, weil ich einen Autisten verletzt habe, als ich auf die Aufmerksamkeit der Kanzlerin geziehlt hatte. Manchmal verletzen wir wen wir nicht verletzen wollen und an wen wir ran kommem wollen, hat es gar nicht gemerkt. Natürlich wollte ich niemanden verletzen, auch nicht die Person an die dieser Brief gerichtet war, aber ich habe jemanden verletzt und aus diesem Grund bitte ich diesen deutschen Autisten um Verzeihung und verpflichte mich in Zukunft vorsichtiger mit meiner Ausdrucksform zu sein. Ich hoffe auf die Unterstützung dieses Deutschen zählen zu können in dieser Crusade diese Welt zu verändern und den Aufstieg an die Macht von Personen mit hochen ehtischen Maβstäben, Autisten oder Nicht-Autisten, zu fördern.

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Hm, aparentemente fala alemão e eu não falo a sua língua. Mas utiliza, como muitos, a palavra “autismo” para ofender alguém, considerando eu ofensivo para mim ser comparado com esse alguém.

Sabe muito bem, que metade do mundo tem políticos estúpidos, os maiores estragos são causados por idiotas completos que ocupam lugares de chefia.

E por vezes tenho a impressão, de que alguns autistas, tal como eu, compreendem melhor os problemas deste mundo do que os não-autistas. Só que os autistas não têm a possibilidade de alterarem a História do nosso mundo, uma vez que muitos autistas, com a sua integridade moral, não conseguem subir na política.

Desta forma, a sua comparação ofensiva, tal como todas as comparações políticos-autistas, é apenas uma ofensa unilateral, uma vez que para muitos políticos será um louvor.

Olhe para os autistas do seu país. Eu tenho a certeza, que a maioria, quando ultrapassada a barreira de mal-entidos, são pessoas bondosas.

E sofrem com o seu meio ambiente que para os autistas quase não é compatível. No entanto conseguem desenvolver uma incrível perspicácia. Pesquise lá sobre asperg – autismo.

Com os melhores cumprimentos
S.G

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Um lugar para não viver

É uma curta de intervenção social e política, que pretende levar à reflexão sobre o caminho que estamos a seguir.

Um homem que não desiste de ter esperança. Tudo lhe foi tirado e ainda assim encontra uma forma de sobreviver.

É necessário construir um lugar e um tempo para que todos possamos viver. Esse lugar ainda não foi construído por nós nem pelos nossos governantes.

Governar significa conduzir, dirigir. Gostaria de pensar que governar significa também cuidar.

Parece que ninguém nos soube conduzir, dirigir, nem cuidar.

Temos que ser nós a conduzir-nos, a dirigir-nos e a cuidar-nos!

Apesar de tudo ainda há esperança! Ela está dentro de nós.

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Em 2005 Isaltino Morais candidata-se à Câmara de Oeiras sem o apoio do PSD por ser arguido em processos de corrupção passiva, fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder. Ele, minhas senhoras e meus senhores, ganha as eleições. Estamos num país a brincar!

Em agosto de 2009 é condenado em tribunal pelos crimes que vinha sendo acusado, tendo de cumprir sete anos de prisão efetiva, de perder o mandato para o qual foi eleito e de pagar também uma indemnização de 463 mil euros ao Estado. Nada disso acontece! Estamos num país a brincar!

Pasmai-vos, este homem em dezembro de 2009 candidata-se novamente à Câmara de Oeiras, e torna a vencer. Agora é um condenado da justiça que é o presidente de uma Câmara portuguesa! Estamos num país a brincar!

Voltou a ser condenado noutros tribunais de segunda instância aos quais recorreu, e como se nada tivesse acontecido, continua impávido e sereno à frente dos destinos de Oeiras. Só pode ser uma piada!

Os crimes deste homem vão prescrever ou já prescreveram. Continuamos a brincar!

Um sem-abrigo do Porto foi condenado a uma multa de 250 euros por ter roubado um champô e um polvo de um supermercado Pingo Doce. Provavelmente teve que pagar e este crime certamente não prescreveu!

Portugal é um estado de direito! Risos… risos e mais risos.

Todos somos iguais perante a lei! Gargalhada geral…

Deixemo-nos de brincadeiras!

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