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Archive for Julho, 2012

Caros concidadãos e amigos invisíveis:

Penso que chegou a hora de dizer aos nossos governantes de uma forma generalizada aquilo que pensamos da sua administração. Os sacrifícios deveriam ser distribuídos de forma equitativa e proporcional. Aqueles que mais podem, deveriam contribuir com mais recursos financeiros e os que menos têm, deveriam cooperar com menos ou mesmo estar isentos desses custos. Não é de facto o que tem acontecido! A carga dos impostos tem incidido apenas sobre o produto do trabalho. Não é possível continuar a suportar este desequilíbrio. Os grupos económicos poderosos e afetos ao poder continuam a estar isentos de sacrifícios. Definitivamente isto não é justo!

Por esta razão proponho que o mês de Agosto seja um mês de luto no nosso país. A luminosidade e sol típicos desta época contrastarão com o negro, símbolo do luto. E o luto será o símbolo da nossa resistência e o nosso repúdio pelas políticas injustas em favor de alguns e contra quase todos nós: cidadãos portugueses.

Nas nossas casas, nas nossas habitações podemos colocar uma simples fita preta numa janela.

Talvez possamos pendurar uma bandeira preta menos discreta que a fita.

Se formos mais ousados podemos explicitar a nossa forma de resistência simbólica com frases tipo: “Estou de luto pelo nosso país”!

Os nossos carros também podem ostentar nas antenas uma fita preta.

Que o nosso símbolo de luto e resistência alastre pelo país inteiro. E assim como as bandeiras nacionais proliferavam em 2004 nas nossas casas como símbolo de júbilo e orgulho, também o luto pode estender-se como símbolo de resistência pacífica de todos os portugueses que não se identifiquem com esta forma de governação, injusta e destrutiva.

Contra as políticas que provocam 15 a 16% de desemprego na população ativa – luto nacional.
Contra a destruição do sistema educativo público – luto nacional.
Contra a destruição do Sistema Nacional de Saúde – luto nacional.
Contra a corrupção como prática comum – luto nacional.
Contra o favorecimento de alguns – luto nacional.
Contra as políticas injustas que provocam a miséria no povo – luto nacional.
Contra o chico-espertismo de alguns membros do governo – luto nacional.

O meu pesar e o meu luto pelo que está a ocorrer.
A nossa luta para não deixar que continue a acontecer!

António Duarte Morais

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Será que eu ouvi bem as suas palavras Sr. Ministro Nuno Crato? O Sr. disse que neste próximo ano letivo haverá uma vinculação extraordinária para os professores que estão a contrato há anos e anos sem fim?

Peço desculpa, mas mesmo que isso tivesse alguma âncora que atracasse ao de leve em algum fundamento de verdade, o que duvido absolutamente, parece-me que o Sr. está realmente a fazer a conversa da treta. Todas as medidas implementadas pelo ministério que tutela têm tido como único e exclusivo intuito reduzir ao máximo o número de horários dos professores.

E se com essas medidas, todas elas pouco pedagógicas ou mesmo antipedagógicas conseguiram excluir do sistema não só todos os professores a contrato, como também milhares de professores dos quadros, explique-me agora, com alguma paciência, se tendo conseguido o objetivo tal como pretendia de milhares de horários zeros, como é que agora ainda vai bondosamente vincular mais professores? Para quê? Ou será que os vincula para logo a seguir os desvincular e despedir?
Estas suas afirmações inscrevem-se no discurso da venda da banha da cobra – só para enganar tolos. É a verdadeira conversa da treta!

Deveria ser honesto com os professores e sobretudo com os portugueses!

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Era uma vez um país onde os ignorantes travestidos de doutores alcançaram o poder e tomaram medidas proporcionais à sua ignorância “doutoral”.

Começaram, de mansinho, a subtrair milhares de professores (estes sim verdadeiros doutores), que eram baluartes do conhecimento e do saber fazer, das escolas. Alegavam que não eram necessários tantos e que menos fariam a mesma coisa. Em realidade eles julgavam que tanta sabedoria e formação não seriam nada importantes nem fundamentais para as futuras jovens gerações.

Assim pretendiam, astutamente, criar um país novo, à sua imagem e semelhança, ou seja, uma sociedade constituída por indivíduos incultos e ignorantes. Sabiam que estes seriam muito mais facilmente controláveis e manipuláveis e assim poderiam perpetuar o poder da ignorância ad æternum.

Ainda não se conhece o final desta história de fadas e bruxas. Não se sabe se os habitantes deste longínquo país se insurgiram contra os ignorantes “doutores” governantes e os expulsaram do poder, ou se, pelo contrário, se subjugaram aos seus maléficos desígnios e deixaram passivamente criar a tal sociedade de ignorantes.

Este final ainda não está escrito, estamos todos a escrevê-lo agora!

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Mais de duas centenas de professores concentraram-se hoje, quarta-feira, na Praça da República para contestarem as políticas pouco educativas deste Ministério da Educação e deste Governo.

Aumentar o número de alunos por turma (de 26 a 30) é, em qualquer parte o mundo, uma medida economicista; só em Portugal é que é uma medida pedagógica.

Fundir, agregar e mega agrupar escolas, agrupamentos e giga escolas é uma medida economicista; não é certamente promotora de melhor qualidade do ensino e de excelência.

Se a escola funciona melhor sem professores o Sr. Ministro deve despedi-los a todos.

Se defende claramente a não existência da escola e do ensino público, seria mais honesto declará-lo desde já, em vez de dar-lhe estocadas de morte, dizendo hipocritamente que é para a melhorar.

Porque acreditamos, nós os professores , num bom futuro para Portugal, queremos que a atual e as futuras gerações em formação não sejam gerações sacrificadas e adiadas pela severa miopia dos seus governantes.

Sr. Ministro seja honesto com os portugueses. Estamos saturados de ser ludibriados pelos vossos sofismas!

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Aveiro, 11 de Julho de 2012

Ex.mo Sr. Primeiro – Ministro de Portugal,

Escrevo a V. Excelência para lhe comunicar a meu total desapontamento passado um ano do início da sua governação.
Gostava de lhe dizer que no dia 3 de Junho de 2011 (último dia da campanha eleitoral) rumei a Lisboa para entregar ao seu antecessor um “carregamento” de sapatos. A ação governativa desastrosa, autoritária e prepotente do Ex-Primeiro-Ministro merecia o protesto simbólico de todos os sapatos que pude então recolher.

Pretendi naquele dia deixar também um par de sapatos para o futuro Primeiro -Ministro que viria a ser o Sr., como aviso simbólico de que estaríamos atentos à sua forma de gerir o nosso destino coletivo. A secretária da residência oficial do Primeiro-Ministro disse-me que podia receber os sapatos destinados ao então atual PM, mas que não poderia receber os destinados ao futuro PM, visto que se mudasse o PM, com toda a certeza outra estaria a ocupar o seu lugar. Tive então um terrível sentimento de estranheza, até aquele lugar era de nomeação política. Como pode funcionar um país onde a mudança do partido do poder altera todos os lugares públicos, desde o de mais alta responsabilidade até ao mais humilde? E esta dança infernal de cadeiras que acontece cada quatro anos deve-se unicamente a critérios partidários, excluindo totalmente a competência técnica e profissional. Tive a vã esperança de que com o Sr. este estado de coisas seria alterado, para melhor. Houve alguns sinais iniciais encorajadores, a composição minimalista do governo, os seus membros viajarem em classe turística nos trajetos de avião, uma linguagem mais cordata tentando dar resposta às questões que se colocavam na Assembleia, indiciavam um novo caminho. Durou muito pouco!

Começaram as nomeações com o aumento do número de membros do conselho de administração da CGD. Os boys dos partidos do poder tinham estado em jejum durante anos e estavam impacientes. Compreensível, como sempre!

De repente eram eliminados os subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos e pensionistas com salários e pensões acima dos 1000€, exceto a alguns organismos como a TAP, a CGD, o banco de Portugal… Há sempre exceções, exceto os que não podem excetuar-se!

Tudo começou a aumentar a um ritmo avassalador: transportes públicos, eletricidade, água, gás, combustíveis, portagens… e claro, os impostos. Consequência de tudo isto aumentou brutalmente o desemprego e as falências e certamente a miséria.

De forma pouco sensata e insensível o Sr. disse aos portugueses que se aqui, no seu país, não encontrassem trabalho que emigrassem e também lhes disse que o desemprego não era uma calamidade mas sim uma oportunidade. A crueza das suas palavras certamente denota que nunca passou nem de longe nem de perto por tais dramas.

Prepara-se neste momento para deixar a escola reduzida a serviços mínimos, e isto para que não se diga que a escola pública acabou! Penso que já não restam quaisquer dúvidas que a intenção é mesmo terminar com o sistema educativo público.

O mega passou a ser moda e a solução neste país: Mega-escolas, Mega-freguesias, Mega-juntas. Tudo com o intuito de poupar… mas estes cortes cegos e brutais vão criar com toda a certeza Mega -problemas. As concentrações geram inevitavelmente afastamento das pessoas, despersonalização de serviços.

O estado, qual empregador sem escrúpulos, contrata trabalhadores a preço de escravo, veja-se o caso dos enfermeiros, veja-se o que está previsto para os médicos. E assim se vai destruindo paulatinamente o Sistema Nacional de Saúde.
O Estado que deveria ser uma pessoa de bem passou a ser pela sua ação um malfeitor para os seus cidadãos, alguém que manda embora os seus filhos, alguém que maltrata os seus povoadores.

E no meio desta desgraça ainda temos que tolerar o chico-espertismo, o oportunismo e os privilégios daqueles que foram agraciados com o cartão partidário da sorte do momento.

Neste sapato que lhe envio vai contida simbolicamente a minha indignação e revolta por tudo quanto está a acontecer a este país que amo, e que nos retira toda a esperança de futuro.

Gostaria de saber quem irá receber esta carta, se a mesma ou outra secretária de há um ano atrás?

Por último devo dizer-lhe que os portugueses votaram em políticos portugueses para que os governassem, para que os defendessem corajosamente. Essa é a sua missão defender os portugueses, e sobretudo aqueles que menos poder e que menos recursos possuem. É isso que está a fazer?

Definitivamente, nós não votamos na Sra. Angela Merkel !!!

Com os melhores cumprimentos e com o maior pesar
António Morais

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