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Archive for Abril, 2012

Aveiro, 18 de Abril de 2012

Ex.mo Sr. Dr. Mário Soares,

Venho, por este meio, solidarizar-me com a sua atitude perante tamanho desplante dos guardas da GNR. Como é possível que estes agentes de trânsito tenham o topete de incomodá-lo por tão insignificante infração? Viajar na auto-estrada a 199 km por hora? Isso é alguma transgressão para um ex-presidente da república? Pelo amor de Deus, isso é uma contravenção grave para o português comum, mas isso não se aplica a um eminente político como o senhor doutor.

Questiono-me: “Em que país vivemos? Que guardas são estes que acham que todos os cidadãos são iguais perante a lei? Que militares são estes que acreditam ingenuamente na democracia que o senhor apregoa?” Eu despedia-os imediatamente por uma candidez e credulidade total, estes motivos constituem justa causa.

Respondeu-lhes muito bem: “O estado é que vai pagar a multa”. Os factos falam por si: o carro é do estado, o condutor é pago pelo estado e o senhor ia com pressa para dar uma conferência e/ou uma palestra para enriquecer com a sua sabedoria e experiência este país ignorante. Como é possível que tais situações ainda ocorram num país que se quer civilizado e moderno?

Ex.mo Sr. Dr. Mário Soares, se porventura, que tal não queira Deus, o senhor se vir impelido a pagar a tal maldita multa eu ajudá-lo-ei a pagar a mesma com os meus 10€ solidários. Mais vou pedir a alguns portugueses de boa vontade para colaborarem pecuniariamente para que o senhor não tenha que fazer nenhum esforço nestes tempos de crise.

Que este pequeno e triste episódio não assombre a sua vida nem lhe retire a esperança no futuro de Portugal.

Muita força e coragem!

Com os melhores cumprimentos
_______________
António Morais

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Num tempo de crise aguda em todos os aspetos e níveis, de depressão coletiva profunda, precisamos com urgência procurar e carregar as nossas vidas de energia positiva, precisamos desesperadamente sentir que formamos parte de um projeto comum, precisamos de partilhar entre todos o sentimento de união perante um destino que se avizinha adverso.
O que realmente nos pode salvar nestes momentos de abissal depressão são as forças mais poderosas que existem no universo e que, apesar de não se verem, sentem-se e pressentem-se. Essas forças são sem qualquer tipo de dúvida a amizade e o amor.
A expressão exterior mais genuína e generosa dessas forças são os abraços.
E são abraços que devemos dar e receber e ser generosos e perdulários a distribuí-los.
Este gesto simples e poderoso que representa o abraço criará ou fortalecerá entre nós laços afetivos, potenciará a nossa autoestima até níveis elevados e diminuirá, em sentido inverso, a nossa genérica depressão até níveis que serão controláveis individualmente.
São estes abraços que apelidei de “solidários” que pretendo distribuir e também receber. A sua intencionalidade é a de provocar solidariedade entre as pessoas que os recebam e os dêem.
O primeiro patamar desta(s) ação(ões) é o de reforçar e potenciar os níveis de energia e força positiva.
O segundo patamar pretende ser uma manifestação de repúdio perante os privilégios, favores e benesses que algumas pessoas continuam a usufruir nestes momentos que inevitavelmente se tornam injustiças perante aqueles que partilham os sacrifícios.
Estes abraços simbolizam, então, uma solidariedade atenta e denunciante perante o que está errado.

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Nós, simples cidadãos, a quem nos podemos dirigir para pedirmos uma indeminização pela persistente e continuada má governação?
Em que repartição pública, em que tribunal devemos apresentar as nossas reclamações para sermos ressarcidos pelos graves prejuízos causados por décadas de péssima orientação governativa?
Parece que somos apenas rebanhos, rebanhos de mãos que trabalham e que se erguem aos céus a pedir auxílio divino.
A nós, os membros destes rebanhos, que labutam diariamente são-nos negados muitos direitos, um dos quais elementar é o de pensar e, sobretudo, ter acesso aos canais eficazes para exprimir o produto do nosso pensamento, trazendo, naturalmente, com ele consequências. Porque nós até pensamos e manifestamos o pensamento, mas esbarramos contra uma parede à prova de som. Alguém nos ouve ou nos quer ouvir para além dessa barreira? Ninguém!
Devemos apenas trabalhar e produzir. As diretivas das cúpulas dizem que é necessário aumentar a produção, aumentando o horário de trabalho – mais e mais… As horas do dia são muito escassas, as horas do dia deveriam ser aumentadas talvez para trinta ou mais, os dias da semana também deveriam ser mais, talvez dez dias laboráveis.
Eles pensam e nós estamos condenados a executar. Essa é a sua missão pensar para nos subjugar e escravizar. E já não se trata de uma escravidão subtil, trata-se de uma escravidão assumida. Rebanhos … rebanhos de escravos.
Eles são os iluminados, os que têm direitos. Nós nascemos para trabalhar, nascemos apenas com deveres. Esse é o nosso destino!
A esperança neste mundo e nesta realidade atual é algo de muito perigoso. É ela que eles tentam matar dentro de nós próprios, dizendo frases como esta: “Tendes de suportar! Não há outro caminho!”
Como é que não existe outro caminho? Existe sempre outro caminho. É a esperança que nos alimenta para encontrar outros caminhos mais justos. Se eles conseguirem aniquilar a nossa esperança, estaremos perdidos.
Temos direito a ter esperança e se já a assassinaram dentro de nós temos o imperativo ético de reconstruí-la.
O primeiro passo a dar é unirmo-nos e resistir. Temos que nos abraçar literalmente!

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Há algum tempo atrás comovi-me imenso ao visionar no Youtube um pequeno filme sobre “Abraços Grátis”. Uma ideia tão simples, genial e tão poderosamente afetiva. Dar e receber abraços. Simplesmente fabuloso!
Num tempo tão incerto como o que vivemos precisamos de armas eficazes para combater o desespero e a depressão coletiva que nos contagia a todos como se fosse um vírus.
Por esta razão decidi promover os “Abraços Solidários”. E o que são os “Abraços Solidários”? São obviamente abraços físicos (e não virtuais), requerem mesmo a presença da pessoa que pretenda dar e receber abraços e são solidários porque nessa manifestação afetiva pretende-se dizer aos outros que todos estamos no mesmo “barco” e enfrentamos as mesmas dificuldades, sendo interdependentes e partilhando a mesma sorte, o mesmo destino.
Visto que os decisores políticos apenas estão preocupados com os números e a macroeconomia, descurando absolutamente o que é essencial no cidadão que habita este país – a sua humanidade -, é fundamental mostrar-lhes como devem governar com justiça e equidade, sem privilegiar ninguém e sobretudo através do exemplo.
Juntos e solidários estaremos atentos e vigilantes no que respeita à atividade governativa.
Tendo resumido esta ação e as razões que me levam a concretizá-la, convido a todos os que pretendam participar nestes “Abraços Solidários” a estarem na Praça Melo Freitas em Aveiro no próximo dia 14 de abril, pelas 17 horas.

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