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Archive for Maio, 2011

No próximo dia 3 de Junho tenciono ir a Lisboa. Levarei todas as mensagens e todos os sapatos que recolher dos meus concidadãos para os nossos políticos.

Os sapatos transformaram-se num símbolo de reprovação e desacordo, desde que aquele jornalista iraquiano arremessou os seus ao ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Da minha parte irão dois pares de sapatos, um para o nosso actual primeiro-ministro em gestão, José Sócrates, reprovando absolutamente a sua prática governativa. A acompanhar este par de sapatos irá também uma mensagem explicitando com mais pormenor as razões de tal acção. O outro par de sapatos terá como destinatário o próximo Primeiro-Ministro e levará consigo a promessa de que lhe será “arremessado” caso nos governe de forma irresponsável, imprudente e manipulatória. Estes sapatos simbolizarão a vigilância e o pedir de responsabilidade e a responsabilização de toda a acção governativa que seja implementada pelo novo governo.

Para efectivar a recolha de mensagens e sapatos para esta acção de campanha estarei na Quinta-Feira entre as 18 e as 19 horas na Praça Melo Freitas.

Agradeço que me façam chegar o vosso sentir.

P.S. Acondicionem os sapatos e identifiquem-nos, por favor.

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Gado humano

A dignidade humana alcançou na última semana o seu valor de cotação mais baixa. 

As pessoas são literalmente carregadas em autocarros e levadas para os locais da realização dos comícios dos partidos políticos. A troco de uma viagem e de um almoço (cada vez mais exíguo) estes seres são claramente instrumentalizados pelas máquinas partidárias para servirem apenas de decoração, de moldura humana, para fazer “monte”.

Foram os emigrantes num comício do PS no início desta semana que passou. Anteriormente, ouvi nas notícias que lá para os lados de Guimarães um lar da terceira idade também mobilizou os seus velhotes para um comício do mesmo partido. Dizia a directora do lar: “recebemos muita ajuda desta Câmara do PS e nós também retribuímos levando os nossos idosos aos comícios do partido socialista ”. Que vergonha! E isto é dito assim sem qualquer pudor como se fosse algo absolutamente normal. Quando a anormalidade se transforma em algo costumeiro, temos que parar para pensar e reflectir.

Também ouvi que o CDS tinha utilizado o mesmo método: trazer autocarros carregados de pessoas para um comício na zona de Santarém.  
E o PSD também o faz e suponho que os partidos mais à esquerda também o farão.

Utilizar, comprar, manipular e instrumentalizar as pessoas, sobretudo as que possuem menores recursos, menor poder de decisão livre, é um dos golpes mais baixos e menos democráticos que é sistematicamente usado por aqueles que se dizem defensores da democracia.

Que democracia é esta? Quem são estes democratas que vamos eleger no dia 5 de Junho e que deixam que estas situações tão degradantes e tão pouco democráticas ocorram quotidianamente?

É assim que nos querem tratar aos portugueses, como simples gado humano?

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A governação da polis, da nação, do país não é uma brincadeira. Esta tarefa estava reservada aos homens mais sábios, prudentes e sensatos. Tratava-se de orientar e dirigir os destinos de um povo, de uma comunidade. Tal função trazia implícita uma responsabilidade absoluta para aquele que a abraçava.

Hoje vendem-nos líderes sem qualquer sentido de responsabilidade que transformaram a política na arte de ganhar eleições. Os superiores interesses da nação ficaram secundarizados perante a necessidade imperiosa de vencer. E para que conquistar o poder? Para distribuir lugares e cargos públicos aos amigos e aos que vestem a mesma camisola partidária.
Para alcançar o objectivo de atingir e manter o poder, utilizam-se todos os velhos e novos truques e artifícios que vão muito para além dos descritos no “Príncipe” de Maquiavel.
O populismo fácil, a mentira, a argumentação sofística, a indução do medo, a chantagem política e a manipulação, são as técnicas do marketing partidário, tão praticado no nosso país.   
Tentar por exemplo vender certificação académica por educação e elevação de competência é o mesmo que a sabedoria popular expressa no provérbio “vender gato por lebre”.
A iniciativa das “Novas oportunidades” é à partida um modelo interessante que visa dotar de competências e qualificações aquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de realizar o seu percurso académico até ao décimo segundo ano.  
Quando o objectivo essencial de elevar as qualificações dos portugueses fica secundarizado e subordinado às certificações em massa para efeito meramente estatístico, é evidente que temos um problema.  
Neste caso ocorre-me uma analogia com um cheque sem cobertura ou vulgarmente conhecido por cheque careca. Tenho um documento com um valor simbólico que não tem qualquer valor real.
A questão pertinente que todos nos temos que colocar é se as Novas Oportunidades estão efectivamente a elevar as competências e qualificações daqueles portugueses que estão a usufruir delas. 
Em caso afirmativo são bem-vindas as Novas Oportunidades e também a sua continuidade, caso contrário é apenas mais uma forma de marketing político que instrumentaliza e engana todos os portugueses, sem ofensa para o esforço das pessoas que estão a frequentá-las.

Nem as lágrimas mal choradas do nosso Primeiro-ministro certificam a bondade desta iniciativa, apenas confirmam a já conhecida natureza trapaceira do Sr. José Pinto!

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Como é do conhecimento geral de todos os cidadãos (ou deveria ser) e também conhecimento muito particular de nove pessoas que estiveram presentes no acto de apresentação pública da minha candidatura a deputado ao Parlamento Português que ocorreu no passado dia 14 de Maio, no próximo Domingo irá iniciar-se a campanha eleitoral. Por esta razão venho pedir a vossa ajuda para a mesma.   

Gostaria pois de pedir a vossa colaboração no sentido de sugerirem acções, temas, mensagens com o intuito de levar a cabo uma campanha que, com todos os constrangimentos, se quer criativa e muito interventiva.

Esta não candidatura que é uma candidatura simbólica não é uma rábula teatral, mas sim um grito desesperado contra um sistema gasto que nos arrastou até esta situação, e que obviamente pretendemos mudar.

Como estou a trabalhar e não tenho nenhum tipo de dispensa evidentemente será pouco o tempo que diariamente poderei dispôr para as acções de campanha.

De qualquer forma farei a campanha eleitoral exprimindo as ideias e as propostas que considero essenciais para caminhar rumo a uma revolução das mentalidades.

O nosso futuro tem que começar a construir-se desde este nosso presente e com todos, repito todos os cidadãos. Temos que construí-lo a partir de baixo, a partir dos mais simples, dos mais humildes, a partir do povo.

Apelo e conto com a vossa ajuda!!!

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A pergunta está mal formulada, não é o que fizemos, mas antes pelo contrário, foi o que não fizemos que nos faz merecedores disto.

Desde o primeiro PEC – Março de 2010 – até ao quarto PEC passou apenas um ano. Cada Plano de Estabilidade e Crescimento resolvia de forma definitiva as nossas contas públicas, dizia o nosso primeiro-ministro, e cada um deles era sempre o último, e quem dissesse o contrário era um catastrofista, um negativista. Os juros já se encontravam nos dois dígitos e sempre a subir, mas o país continuava muito bem e sem precisar de ajuda. O novo PEC (o quarto), que iria resolver tudo, foi deitado abaixo por uma oposição irresponsável. Perante tanta irresponsabilidade, perante tantas mentiras mantivemo-nos calados e quietos, nada fizemos.

O país foi censurado. Todos os programas de televisão que se atreviam a contar os factos e as acções incómodas para o governo rapidamente deixavam de ser emitidos. Lembro aqui o caso do Jornal Nacional, o caso do jornalista Mário Crespo, só para dar dois exemplos paradigmáticos. Este país foi sequestrado, sendo que a única informação que passava era o marketing governamental. E assim vivemos num país democrático com informação controlada. E perante isto que fizemos? Nada, calamos e continuamos a viver as nossas vidinhas como se fossemos livres. Apenas e só a liberdade de expressão estava condicionada e amordaçada, nada mais.

Um professor contou uma anedota sobre o nosso “amado líder” e foi demitido do lugar que ocupava. Aconteceu alguma coisa? Todos falamos nisso nas nossas conversas particulares e nos cafés, mas os cidadãos mais uma vez não tomaram nenhuma atitude. Era e é normal que quem fala mal do nosso excelso primeiro-ministro, mesmo sendo competente, seja destituído do seu cargo.     

O deputado Ricardo Rodrigues furta dois gravadores a jornalistas, porque não lhe estava a agradar o rumo da entrevista. Atenção que o Doutor Ricardo Rodrigues não roubou, essa palavra aplica-se apenas ao povo, mas como ele é um deputado exemplar há que dizer que subtraiu delicadamente os dois gravadores. Não os devolveu nem pediu desculpa. E depois deste acto absolutamente “ético”, este deputado continuou serenamente na comissão de inquérito da PT/TVI. Ninguém protestou, ninguém fez nada. São estes alguns dos nossos representantes, são estes os exemplos a seguir. E tudo isto é aceite sem protesto nem indignação.

Não há nenhuma exaustividade no relato dos casos que mereceriam um levantamento popular, mas nada aconteceu, é tudo normal aqui nesta nossa terra, Portugal.

E são estes dedicados, responsáveis, éticos, honrados, nobres e verdadeiros homens que nos preparamos para reeleger.

A verdade (quase) absoluta é que nunca fizemos nada e por isso merecemos ISTO!

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Proponho que submetamos os nossos líderes a provas simples.
 
Viver um mês com o salário mínimo nacional.
 
Utilizar os transportes públicos, ir ao serviço de urgências e esperar pela sua vez, sem tratamento especial…
 
Nada de carros de luxo, nada de motoristas  particulares e nenhuma outra mordomia, nem benesses.
 
Isto, meus queridos concidadãos, não é um castigo.
 
O objectivo é conhecer o outro. Só governamos bem aquilo que conhecemos!
 
Que distantes estão os nossos governantes do povo e do país real.

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Uma candidatura quixotesca

Ontem apresentei a minha candidatura a deputado da Assembleia da República Portuguesa. Terá sido um mero acto simbólico sem relevância nem consistência? À primeira vista sim, terá sido um acto inútil e falhado.

No mundo real prenhe de crises e crises de todas as espécies e variedades não há lugar para o sonho, nem para a utopia.
A maior crise de todas as crises que estamos a viver é a falta de fé, a ausência de esperança.

Recuso-me a acreditar que não possamos alterar o rumo dos acontecimentos. Recuso-me a aceitar que o futuro trágico que se adivinha seja una inevitabilidade.

Esta candidatura utópica, ingénua que desafia todas as normas do bom senso é a minha resposta ao contexto em que nos encontramos imersos.

Sou um sonhador, provavelmente incorrigível, que conseguiu contar o seu sonho a nove pessoas provavelmente sonhadoras também.
Nove pessoas sonhadoras são um excelente começo para fazer uma revolução.

Esta revolução começa em cada um de nós, com um contrato social implícito que obedece a dois princípios básicos: o primeiro é o da generosidade, todos nos comprometemos a cuidar de todos. O Estado somos todos e cada um de nós. E todos contribuiremos com o melhor de nós para que o Estado, que somos todos nós, cuide o melhor possível de cada um de nós.
O segundo princípio é o da vigilância, cada cidadão torna-se responsável por cumprir e fazer cumprir o contrato social.

E assim teremos passado de um Estado subordinado à lei para um Estado subordinado ao imperativo ético de alcançar o bem de todos com justiça.

Utópico? Claro! Só assim se consegue mudar a realidade!

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