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Archive for Abril, 2011

O diabo

Há seis anos deixamos o diabo entrar. Achamos que ele nos iria salvar!

Temos sempre esperança que alguém nos consiga salvar! Somos portugueses!

Todos têm obrigação de nos salvar à excepção de nós próprios.

O diabo vinha vestido de pele de cordeiro!

E fez o que todos os diabos fazem: mentiu, roubou, falsificou, manipulou, seduziu, voltou a mentir, roubou mais uma vez, continuou a falsificar, prosseguiu na manipulação e insistiu com persistência na sedução.

Quem tentava descobrir a sua verdadeira natureza era sistematicamente esmagado, silenciado, censurado e calado. O diabo ornamentou-se com títulos académicos que em realidade não tinha. Todos os diabos aspiram a ser ou engenheiros ou doutores para exercerem o seu diabólico poder com maior legitimidade.

E assim o diabo tornou-se ainda mais diabo, aumentou o seu poder, a sua arrogância cresceu, a sua altivez e o seu egocentrismo deixaram de caber no seu próprio corpo.

Só ele é proprietário único e absoluto da verdade. Nunca erra e tudo quanto acontece de mal é culpa de todos os outros. Os outros sim são diabólicos, diabolicamente pintados por ele.

A sua imagem é sempre angelical adornada pelo melhor costureiro de New York. Uma legião de assessores, pagos a peso de ouro por todos os portugueses, zela para que a sua essência diabólica nunca transpareça.
E o diabo voltou a seduzir, enganando, corrompendo, manipulando, desta forma ardilosa conquistando novamente pelo voto popular, o poder.

O diabo regressava, por nossa vontade, à governação das nossas vidas.

Mas este diabo, vestido de grande estadista, não passava de um vendedor trapaceiro e aldrabão. Era e é, reconheçamo-lo, um excelente vendedor de ilusões e fantasias. A economia e as finanças definitivamente não eram a sua especialidade.

Utilizou todos os truques e mais algum da amplia panóplia de que dispõe todo diabo que se preze. E este diabo preza-se muito! Escondeu, camuflou, disfarçou, encapotou e ocultou as contas do estado, pintando-as sempre com cores mais alegres e coloridas que a negrura crua e nua a que tinham chegado.

As trevas que afugentavam toda e qualquer luz tinham alcançado tal dimensão e grandeza que mesmo para um diabo experimentado era difícil encobrir. Visto que a descoberta da careca do diabo estava próxima, era necessária uma manobra de diversão. E assim ensaia este diabo de forma maquiavélica e simples uma última artimanha: atira uma pedra, mas não esconde a mão, mostra-a ostensivamente, disfarçando-a e fazendo-a parecer a do pior inimigo.

O nosso diabo transformou-se então num encantador, cândido e triste cordeiro vitimizado pela malfeitoria (supostamente) praticada pelos odiosos, desapiedados e execráveis inimigos do nosso país que o querem arruinar removendo o angelical e salvador demónio.
E lá volta ele diabolicamente sedutor, repetindo a fórmula satânica do engano, da mentira, da promessa, da manipulação e da chantagem, tudo meticulosamente misturado e doseado para obter o benefício desejado: a vitória na próxima expressão de vontade popular.

Espero que o povo, dentro de poucas semanas, não grite fervorosamente: “Viva o nosso salvador, que pela terceira vez nos afastará do abismo e da escuridão”

A memória, desgraçadamente, não é um dos nossos pontos fortes. Acalento uma esperança com limites sobre o que aí vem. Apenas direi , parafraseando Sócrates, o grande filósofo grego e mártir da verdade: “Apenas sei que nada sei” sobre o nosso futuro.

Que o diabo não torne a repetir aqui o nosso inferno!

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O nosso regime democrático não está de boa saúde. É necessário mudar radicalmente a nossa mentalidade. As pessoas que nos dirigem deveriam ser pessoas com sentido de missão. A verdade é que não o têm.

Todos somos responsáveis por esta situação, mas também podemos sê-lo pela mudança. A nossa participação política não pode limitar-se apenas ao acto de votar. É necessária uma participação mais activa, que passe por estarmos atentos às acções de quem elegemos, à chamada de atenção e exigência do cumprimento das suas promessas. Chegou a hora de fazermos alguma coisa juntos.

Lanço a ideia da participação política para qualquer cidadão esteja ou não filiado num partido político.
Criei uma Petição Pública “Direitos Políticos Para Todos Os Cidadãos”, se estiveres de acordo com o conteúdo, assina-a e divulga-a.

Hoje é o dia da Democracia, façamo-la então!

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Deixei de confiar nos nossos representantes, nos nossos governantes. São tantos e tão maus os seus exemplos pouco edificantes, para não dizer nada mais contundente, que perante mim já não têm qualquer legitimidade para me representar.
Isto é trágico, há uma ruptura total entre representantes e representados. A base da democracia que é o elo essencial que existe entre governantes e governados deixou de existir e, assim, deixou de existir a verdadeira democracia.

Como acreditar num governo que em ano de eleições (2009) aumenta os salários dos funcionários públicos em 2,9%, para pouco mais de um ano depois cortar nos mesmos ordenados de 5 a 10%. Este é apenas um exemplo.

Como acreditar num governo que em Janeiro de 2011 nos diz que o défice de 2010 ficou muito abaixo de 7,3% (ou seja em 6,8% concretamente), défice esse que semanas depois, no final de Março, foi corrigido pelo INE para 8,6% e que ontem (23/04/2011) foi novamente corrigido pelo INE para 9,1%. Será esta a última correcção? Este é apenas outro exemplo. Terríveis e maus exemplos destes multiplicam-se ainda mais que o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.

Eu estou farto deste tipo de práticas políticas assentes apenas no marketing partidário. Não pactuo com esta gente!

Farei o que for possível para mudar este estado de coisas.

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O nosso fado

Se tudo ficar igual depois das próximas eleições de 5 de Junho, então o nosso fracasso terá sido total. E o problema é que tudo se encaminha para que assim seja. Estamos encurralados: os partidos são os mesmos; as pessoas que se candidatam são, salvas raras excepções, as mesmas; os discursos, os programas, os argumentos utilizados são cópias a papel químico dos anteriores; as guerras, guerrilhas e interesses partidários mantêm-se intactos apesar da excepcionalidade da nossa situação.

Só um milagre nos poderá salvar, mas os milagres são acontecimentos em vias de extinção.

Prometo solenemente não parar de lutar para que a nossa situação se altere efectivamente.

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Salvador Dali disse um dia: “A diferença entre mim e um louco é que eu não sou um louco”. Apesar da sua loucura pictórica, ele efectivamente não era um louco.

Ao contrário, começo a desconfiar da sanidade mental dos nossos governantes. Aparentemente, dão a sensação de possuir todas as suas faculdades de discernimento, mas os seus actos tão pouco sensatos mostram exactamente o contrário.

Só a loucura de um e a sua visão alucinada de um Portugal pujante e confiante na senda do sucesso, visão completamente distorcida e distante da crua realidade, nos arrastou a todos para o desastre e o abismo.

O seu slogan de campanha eleitoral deveria ser: “Votem em mim que sou completamente louco”!!!

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A Democracia transformou-se em quê? Numa cruel e terrível ficção, onde protagonistas absolutamente medíocres procuram manter-se e perpetuar-se no poder, olhando apenas para os seus interesses mais mesquinhos e egoístas.

A política transformou-se na suprema arte do engano. As mentiras, numa ferramenta de trabalho destes políticos profissionais.

A imagem serve para contar boas histórias e adornar de forma eficaz o mais hediondo embuste que tem como objectivo capturar os votos e assim sequestrar e enjaular a Democracia.

“ Luís, estou bem assim ou assim?” Esta frase, que precede o anúncio do PM ao país sobre o nosso pedido de ajuda externa é o paradigma da nossa Democracia.

O essencial transmutou-se no acessório e o acessório é agora o essencial.

E nem a miséria nem o abismo à vista para todos os cidadãos do nosso país demovem estes políticos dos seus particulares interesses!

Vivemos numa democracia apenas de nome, completamente oca, formal, alheada dos verdadeiros interesses do cidadão comum, enfim… numa democracia que se transformou numa ratoeira.

Reconstruamos pois a verdadeira Democracia retirando os ladrões, manipuladores e enganadores que há muito tempo a têm aprisionada e refém!

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A todos os portugueses que tenham espírito de serviço público, pretendam dar o seu melhor aos seus concidadãos, amem os seus compatriotas e a sua pátria e cujos ideais caminhem no sentido da procura contínua do bem comum, a todos eles exorto para que se candidatem a deputados da nação ou pelo menos manifestem explicitamente a sua vontade de o fazer.

A todos os mesquinhos, egoístas com ambições de poder para satisfazer interesses privados, peço que se abstenham de concorrer aos mais altos cargos públicos da nação. Destes já temos suficientes – os que já lá estão.

Se todos os portugueses de boa vontade se candidatarem a cargos públicos com o intuito de os prestigiarem e dignificarem e manifestarem interesse pela boa política na condução dos destinos do nosso país, certamente iremos contribuir para varrer os maus políticos instalados neste sistema que nos tem parasitado nas três últimas décadas.

Alguma coisa terá que mudar com toda a certeza!

Agora é necessário determinação nos nossos justos e legítimos propósitos!

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