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Archive for Janeiro, 2011

Aveiro, 17 de Janeiro de 2011

Ex.mo Sr. Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco e Silva

Ouso por este meio tão prosaico transmitir-lhe uma mensagem… Todos os nossos actos por insignificantes que sejam têm consequências. A sua compra de acções da SLN não cotadas na bolsa em 2001 e sua posterior venda em 2003 trouxe consequências. É verdade que estas se encontram mais num plano ético e não propriamente num plano legal. Os factos dizem-nos que os lucros obtidos pelo Sr. nesta aplicação financeira foram da ordem de 140%. O Banco Português de Negócios tem um buraco financeiro abissal que está a ser pago por todos os portugueses. Perante isto decidi enviar-lhe os meus 10€ solidários para minorar os possíveis prejuízos caso resolva devolver os lucros que obteve nessa transação perfeitamente legal.

A questão que se coloca é se essa operação financeira e outras muitas semelhantes a essa, altamente rentáveis para os investidores como o Sr., não terão sido proporcionalmente prejudiciais para a instituição bancária.  Retirando desta equação o ónus da responsabilidade jurídica ou legal, que não existe neste caso, a ilação lógica  do raciocínio anterior leva-me a ter uma dúvida razoável sobre se essas mais valias astronómicas obtidas então não estarão a ser pagas agora por todos os portugueses através da injecção de capitais públicos na supracitada instituição.

Com os meus melhores cumprimentos

António Morais

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Aveiro, 17 de Janeiro de 2011

Ex.mo Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César

Venho por este meio solidarizar-me com a sua decisão de dar um suplemento remuneratório aos funcionários públicos açorianos equivalente ao corte salarial estabelecido pelo Governo da República para todos os funcionários públicos da República Portuguesa. Por esta razão envio-lhe os meus 10€ solidários.  De repente ocorre-me um problema, que é o seguinte: estaria a cometer uma terrível injustiça se lhe enviasse a si uma quantia solidária e não enviasse também ao Governo Regional da Madeira igual quantia solidária com o mesmo objectivo e procedesse de igual modo enviando também uma verba idêntica para os funcionários públicos continentais. Estou confrontado com um terrível dilema: se lhe envio a si 10€ e não envio aos outros estarei a ser solidário com os funcionários açorianos mas ao mesmo tempo serei injusto com os seus homólogos madeirenses e continentais. Estarei a exercer uma solidariedade injusta. A solução será ser solidário com todos, pelo que enviarei 10€ para os Açores, 10€ para a Madeira e 10€ para o Continente.

Assim farei! Continuará a ser injusto, mas a injustiça não será praticada por mim.

Com os meus melhores cumprimentos

António Morais

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Onde já se viu um polícia ter o atrevimento de multar a mulher do Presidente da Câmara de Gondomar? A ousadia de autuar a esposa do Presidente da Liga? O arrojo de acoimar a consorte do Presidente da Junta Metropolitana do Porto? A afoiteza de culpar publicamente a patroa do Presidente do Metro do Porto? Tudo isto só porque tinha o seu carro estacionado em cima de uma passagem de peões? Mas em que país vivemos, meu Deus? Será que esse polícia que estava a cumprir a sua obrigação não sabe que antes dessa obrigação está o sagrado dever de verificar de quem é a viatura que está a autuar? Será que esse polícia se esqueceu que em Gondomar, assim como em outras povoações e regiões do território nacional, não se pode multar todos os prevaricadores? Alguns desses prevaricadores ou familiares foram eleitos para servirem humildemente as suas povoações. Esses têm imunidade, esses estão isentos de culpa, esses humildes servidores não podem ser multados! Oh desgraça de encontrar polícias como este que têm a audácia de pensar que todos somos iguais perante a lei! Mas onde vive este polícia? No país da fantasia? Na nação das fadas? Na terra do Nunca. Só nessas regiões é que a lei é soberana e é aplicada a todos os cidadãos. Em Portugal a lei só se aplica ao povo anónimo, “analfabeto”e “ignorante”, para as pessoas instruídas, inteligentes e importantes que desempenham funções para as quais foram democraticamente eleitos esta lei não deve aplicar-se. Aliás, penso eu que a mulher de um Presidente de Câmara deve ser equiparada a um Instituto Público e portanto deve ter em todas as ruas da sua cidade um lugar de estacionamento reservado com a respectiva placa azul sinalizadora que contemple os seguintes dizeres: Para sua Exª a Esposa do Presidente da Câmara. Por todas estas razões acho muito bem que o Senhor Major mova todos os processos Judiciais a esse insignificante polícia que estava a cumprir o seu dever e que não sabe qual é o seu lugar. Mais, que difamou o Excelso Major dizendo que este o tinha agredido e todos sabemos que o Major é um homem pacífico e não vê violência em lado nenhum, nem sequer viu o soco com que João Pinto obsequiou o árbitro na Coréia. Aliás, penso que João Pinto tem aqui uma excelente oportunidade para retribuir o favor. Também verifiquei que o Senhor Major é a magnanimidade em pessoa, pois já disse que não pretende que o agente em causa sofra qualquer processo disciplinar mas sim que seja “chamado à razão”. Que grandeza de alma! Que generosidade a deste servidor público! E viva o Major que é o maior!

P.S. Há uns anos atrás (7 de Agosto de 2002) publiquei esta carta aberta no Jornal Público sobre um acontecimento ocorrido então, que ilustrava de forma paradigmática o tipo de políticos que temos em Portugal. Torno a publicar, agora no meu blog, porque quase uma década depois o paradigma não parece ter mudado muito. Há excepções! É verdade, mas são tão escassas…

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Estamos fartos de ser enganados! Na Assembleia da República foi aprovada uma nova lei de financiamento dos partidos. Supostamente esta lei tinha como objectivo poupar ao Estado dez por cento nesta rubrica. Agora os especialistas dizem-nos que afinal o Estado (ou seja todos nós) vai gastar mais 8 milhões de euros no financiamento partidário. O corte que se irá realizar não compensa o gasto suplementar que se introduz atraves das alterações introduzidas na lei. Haja decência meus senhores! Estamos fartos disto! O povo um dia cansa-se de ser continuamente ludibriado!!!

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Para quando a portaria?

Para a aplicação do imposto sobre a banca falta uma portaria. Por essa ausência o imposto diminuto que foi prometido cobrar à banca não se pode realizar. Para cobrar e aplicar os impostos aos operários e pequenas empresas está tudo a postos. Tudo pronto a tempo e horas.

É caso para dizer: Para os grandes impostos diminutos ou inexistentes e não aplicáveis, para os pequenos impostos grandes e implacáveis.

Viva a justiça e a equidade!

Porra, estou farto disto!!!

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Aveiro, 28 de Outubro de 2010

Exmo. Sr. Deputado Agostinho Branquinho
Soube pela comunicação social que pondera deixar o Parlamento e trocar o seu lugar de deputado por um cargo executivo na Ongoing. Foi esta empresa que V. Exc. criticou veementemente no conhecido caso da TVI, quando foi tratado o tema da liberdade de expressão em Portugal. Acusou então a Ongoing de ‘servir’ os interesses do governo e do partido socialista. Hoje, passados poucos meses, está disponível para ‘servir’ a empresa que diabolizou. Sei que os tempos são difíceis e que o salário de um deputado é bastante baixo e que é necessário ‘ganhar a vida’. Ora todos sabemos que ser deputado hoje em dia representa um “trabalhito” como outro qualquer e que devemos deixá-lo e romper o compromisso de ‘servir’ o povo, que nos elegeu, quando nos surgir uma oportunidade melhor. “Valores mais altos se ‘alevantam’”. Servir o povo é um alto valor, mas servir os nossos próprios interesses é um valor infinitamente mais alto. Como o compreendo, Sr. Deputado! Estou inteira e absolutamente solidário consigo. Como prova do meu completo apoio, envio-lhe um cheque de 10€ para o ajudar a atravessar esta fase difícil da sua vida.
Coragem, ex-deputado e digníssimo ex-representante do povo! Quem o elegeu compreende a sua sábia decisão e apoia-o. O nosso povo apoia tudo e sofre em silêncio!!!

Com os melhores cumprimentos

António Morais

P.S.: Não recebi qualquer resposta nem a devolução do cheque. Também não me apercebi que este cheque tenha sido descontado.

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Aveiro, 14 de Outubro de 2010

Exmo Sr deputado Ricardo Manuel Ferreira Gonçalves,
Ouvi o seu lamento através dos meios de comunicação social e solidarizo-me consigo. Entendo que Vossa Senhoria esteja a passar um mau bocado, pelo que percebi está quase a passar fome. Eu diria mesmo que é um deputado quase no limiar da pobreza! Posto isto, decidi enviar-lhe um cheque com uma pequena contribuição de 10 € para que pelo menos possa fazer uma refeição decente este mês e vou fazer um veemente apelo a todos os trabalhadores deste país para fazer uma “vaquinha” em seu favor. E não se preocupe que, para nós que trabalhamos e que ganhamos tão mal, o facto de dar-lhe 10€ do nosso salário não representa sacrifício nenhum e compreendemos que para si um corte tão radical no seu magro salário de 3700 mais os 60 € de ajudas de custo diários o tenha deixado na penúria. Coragem, nós, os miseráveis, estamos consigo. Muita força, digníssimo representante do nosso povo! O povo está consigo!
Mais uma vez lhe envio a minha solidariedade,

António Morais

P.S.: Não obtive qualquer resposta nem a devolução do cheque. Também não me apercebi que tenha sido descontado.

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